Cumprir a missão e não receber nada em troca. Assim foi a última jornada para o FC Porto, que venceu, em casa, o Vitória SC por 3-0, mas que não recebeu boas notícias da Luz. Numa tarefa difícil, ainda mais ingrata pelas onze vitórias consecutivas nesta reta final, a turma de Sérgio Conceição terminou a época da Liga Bwin como vice-campeã, ficando a dois pontos de distância do campeão Benfica. Quanto à partida, logo condicionada pela expulsão de Händel (aos dois minutos), a história foi escrita num só sentido: azul e branco. Misto de sensações para os mais de 42 mil espetadores presentes no Estádio do Dragão, muito por culpa da ausência de suspense.
Veja Também
- Despedida, regularidade e o erro que tudo mudou
- Conceição: «Continuo a achar que somos e fomos a melhor equipa»
- Mehdi Taremi é o melhor marcador do Campeonato
Começa jogo, acaba jogo
É fácil explicar o subtítulo. Aos dois minutos, o jogo ganhou sentido único por causa da entrada dura de Händel, o herói do carimbo europeu do Vitória SC, e a expulsão deitou por terra a estratégia montada por Moreno.
O FC Porto na Liga 🇵🇹 2022/23:
27 vitórias
4 empates
3 derrotas
73 golos marcados
22 golos sofridos
28 jogadores utilizados
+ jogos: Pepê, 34
+ minutos: Diogo Costa, 2970
+ golos: Taremi, 22
+ assistências: Otávio, Taremi, Pepê, 7 pic.twitter.com/uYr0CEMcEa
— Playmaker (@playmaker_PT) May 27, 2023
A sensação agridoce vivida no Estádio do Dragão era explicável pelo resultado vindo da Luz, onde um eventual desaire criaria um sonho de proporções incalculáveis (sobretudo) na cidade do Porto.
A vantagem do Benfica contra o Santa Clara surgiu um minuto antes de Taremi abrir o marcador, aos oito minutos. O iraniano formou a primeira bola de neve de uma avalanche facilmente adivinhável, com o adversário completamente desamparado e incapaz de reagir à adversidade.
Os homens de Sérgio Conceição instalaram-se no meio-campo contrário e construíram uma vantagem gorda - 3-0 ao intervalo -, tendo a dupla Otávio-Evanilson provocado uma alegria triste nas bancadas. A reação portista, de buscar a bola e colocá-la no centro do terreno, era alimentadora de uma esperança muito ténue e, ao mesmo tempo, de orgulho para a nação azul e branca.
Moreno, captado pelas câmaras com evidente preocupação, viu-se na obrigação de mudar duas peças de forma a proteger a zona intermédia, procurando proteger-se do pé pesado do FC Porto que, por sinal, não perdeu gás na procura de visar a baliza conquistadora.
A narrativa mudou, de forma radical, no segundo tempo. Por maior coesão vimaranense ou conflito emocional dos portistas, o livro não teve mais capítulos, apesar das substituições e constantes ameaças à baliza de Bruno Varela.










