Na noite deste domingo, o Sporting, na estreia de Rui Borges, bateu o Benfica na 16ª jornada da Liga Portugal Betclic (1-0). Estes foram os destaques do dérbi eterno, definido por um golo de Geny Catamo.
Veja Também
- Cinco conclusões sobre o dérbi
- Geny lembrou o passado, Rui Borges mostrou o futuro
- Quenda bate Cristiano e Futre e entra na história!
Ano novo, velhos costumes
Findada a partida, o lance que está mais fresco é o da horrível decisão num ataque rápido - podia ter isolado Maxi - que certamente acabaria com o jogo. Fora isso, foi uma partida irrepreensível. No momento de ativar a pressão, na solidariedade e compromisso defensivo, no desequilíbrio na frente e - mais importante que tudo -, no desequilíbrio no marcador. Está a tornar-se um hábito marcar ao Benfica!
Encantador de centrais
Incansável, desbloqueou o jogo - uma vez mais - com um lance à Gyokeres. Serviu de referência, rodou - como um veterano - sobre Tomás Araújo - já havia feito semelhante com Otamendi e Otávio (FC Porto) noutros jogos e em lances que também deram golo - e serviu Geny com um passe tenso e preciso. Ainda tentou a sorte e registar o nome na lista de marcadores, mas Trubin também esteve bem. Acabou, certamente, com dores de costas - de ser a figura de tanto ataque leonino e de tanto batalhar com os dois centrais adversários.
Ali não há quem passe
Sempre se mostrou sólido, mas quando o Sporting podia/parecia baixar o ritmo - no começo do segundo tempo -, estava lá Eduardo Quaresma. A estancar Akturkoglu com relativa facilidade e a dar ânimo às bancadas com arrancadas para o ataque - enquanto teve pulmão, claro. Já tinha sido gigante contra o FC Porto, por esta altura, na época passada. Voltou a ser esta noite; parece feito para estes jogos grandes. O leão tinha central numa defesa a três e, agora, tem lateral numa defesa a quatro.
Em forma? O melhor
De que importa se só faz pouco mais de 15 jogos por época - face às lesões - se, os que faz, são de classe mundial? Foi o esteio no centro da defesa leonina. Fez uma boa dupla com Diomande, mas o neerlandês, dos dois, foi o mais inteligente e menos errático. Importante na primeira parte, a construir e a recuperar rápido a posse e essencial na segunda, a cortar pelo chão e pelo ar. Em forma, dos melhores defesas do campeonato - talvez, o melhor.
Impedir que descambe
Ainda não convenceu por completo o universo encarnado, mas esta noite foi o mais esclarecido e importante, sobretudo na primeira parte, onde o Sporting foi bastante superior. Nessa fase, Trubin agarrou as águias e impediu que o resultado assumisse outros contornos - nota para o voo após o «tiro» do meio da rua de Gyokeres. Com Carreras à frente, não havia nada a fazer no golo de Geny.
Um erro que se paga caro
Olhando para os 90 minutos, não foi um duelo propriamente mau do defesa, que melhorou no segundo tempo - tal como a equipa encarnada - e conseguiu impor-se algumas vezes a Gyokeres. Contudo, está ligado ao lance decisivo pelas piores razões. Foi na cantiga de Gyokeres e «ficou nas covas». Já aconteceu com outros, esta noite calhou a Araújo. Errou no momento capital e isso custou os três pontos.
Apagado
Já incendiou a Luz, mas não conseguiu iluminar Alvalade. Muito apagado, longe de parecer o turco que chegou a Portugal e desatou a marcar/assistir em duelos consecutivos. Secado por Quaresma e pouco inspirado para dar a volta à situação. Não se deu ao jogo - Di María foi sempre mais chamado a intervir, seja na construção ou na criação - e acabou por ser substituído com naturalidade.



