A média de idades está próxima dos 30 anos. Demba Ba, Robinho, Clichy, Skrtel, Inler e muitos mais. Todos nomes consagrados do futebol internacional... há mais de dez anos. O Istambul Basaksehir, adversário do Sporting, é uma equipa repleta de experiência, com duas missões pela frente até ao final da época: conquistar o campeonato e elevar o mais alto possível o nome da Turquia, uma vez que é a última equipa turca presente nas competições europeias.
Veja Também
- Favoritos? Vamos lá ver
- Wendel na mira da Fiorentina e do Nice
- Silas: «Somos favoritos, temos sido muito fortes em casa»
O apuramento para esta fase foi dramático. Ao fim de três jornadas, o Basaksehir tinha quatro pontos num grupo disputado até final, com a Roma a perder o primeiro lugar no último suspiro. O suspiro que apurou a formação turca para a fase a eliminar. Na Alemanha, um golo de Enzo Crivelli, ao minuto 90, eliminou o Borussia Monchegladbach e apurou a equipa de Okan Buruk. Um momento de mudança, pela qualificação para a fase a eliminar da Liga Europa e pela alteração tática. Como joga, afinal, o adversário dos leões?
E tudo a Alemanha mudou
O 4x1x4x1 e o 4x3x3 ficaram no passado. Aquela vitória emocionante na Alemanha foi mesmo um ponto de viragem e fez juntar Crivelli a Demba Ba num 4x4x2 que tem dado frutos e que tem feito tirar o melhor do ataque turco, o ponto forte desta equipa. Ao juntar dois avançados na frente, o Basaksehir ganhou mais força ofensiva e conseguiu ter armas diferentes para atacar as balizas contrárias.
A equipa de Okan Buruk é versátil no momento ofensivo. Sabe atacar com bola, procurando um envolvimento forte dos laterais e os movimentos interiores dos dois extremos, Elia e Visca. Os dois sentem-se bem em zonas de finalização ou até mais próximas dos médios, porque com isso podem ter mais bola ou oferecer alternativas de combinação com os extremos ou os avançados. Ainda assim, não é esse o ponto mais forte do Basaksehir.

Esta é uma equipa virada para a verticalidade (daí o título). A formação turca sente-se muito mais confortável quando tem profundidade para atacar, quer em transição ou mesmo num jogo mais apoiado em que procura atrair o adversário para depois lançar os homens da frente, com destaque para Demba Ba e Visca, que procuram muito esses movimentos, e para os médios, que tentam aproveitar sobras para aplicar remates de longa distância. Perante um Sporting com algumas dificuldades para ligar setores - nos últimos jogos há sempre um buraco entre o médio mais recuado e os restantes dois médios - o Basaksehir pode conseguir inflitrar-se com alguma facilidade no bloco defensivo leonino, daí ficar no ar a possibilidade de Silas alinhar com uma linha de três centrais.
No ponto de vista individual, importa destacar as ausências de Mehmet Topal, por castigo, e Robinho, por lesão. Se o brasileiro já não é tão essencial como noutros tempos, o médio turco é uma voz de comando no miolo e vai fazer falta em Alvalade. Ainda assim, os leões têm de estar particularmente atentos à capacidade técnica e tática de Visca, à força de Crivelli e à veia goleadora de Demba Ba, que marcou sete golos nos últimos nove jogos.
Fragilidades nas vitórias e nas (poucas) derrotas
O início da temporada não correu bem e os números desta época são um pouco influenciados por isso. O Basaksehir sofreu para começar bem a época, mas custou apenas a arrancar. A equipa às ordens de Okan Buruk começou a marcar golos, a ganhar e a jogar um bom futebol, mas não deixou de mostrar fragilidades, mais notórias nos jogos mais exigentes, claro.

Os encontros com a Roma - derrotas por 4x0 e 0x3 - deixaram expostos alguns dos problemas defensivos do adversário do Sporting. A tal vontade de fazer subir os laterais coloca em dificuldades a zona defensiva da formação turca, que tem dificuldades de coordenação e reação à perda. Do ponto de vista individual, os leões devem olhar com atenção para Skrtel, caso jogue, o que não é garantido. O ex-Liverpool nunca foi um defesa rápido, mas aos 35 anos isso fica ainda mais notório, pelo que Sporar pode aqui atacar a profundidade que tanto gosta - Epureanu, com 33 anos, tem o mesmo problema do eslovaco.
O avançado do Sporting procura o primeiro golo de leão ao peito e este até pode ser um bom jogo para o conseguir. Perante a dúvida na estratégia a utilizar por Okan Buruk - o facto de jogar em Alvalade pode fazê-lo acrescentar mais um elemento no meio-campo e voltar ao modelo antigo -, os leões têm duas fortes alternativas para procurar a vitória neste jogo. O tal ataque à profundidade, com Vietto no lançamento e Sporar nos movimentos, ou os cruzamentos, outro ponto fraco desta equipa turca que pode ser alvo dos ataques leoninos, com particular destaque para o que Acuña pode fazer no flanco esquerdo.










