Na estreia na Taça da Liga, o Estrela da Amadora já está na 2ª fase. A equipa da Reboleira, de regresso aos escalões profissionais, venceu o recém-promovido Vizela por 2x1, num jogo decidido muito perto do fim, por Paulinho, a verdadeira estrela saída do banco da equipa da Amadora.
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Vizela e Estrela da Amadora têm em comum percursos recentes no Campeonato de Portugal, mas ainda assim há uma larga distância entre estes dois conjuntos, ambos a darem o pontapé de saída uma época importantíssima. O Vizela prepara-se para regressar à Primeira Liga vários anos depois, enquanto o Estrela está de volta ao segundo escalão. Ambas as equipas chegaram até aqui depois de uma temporada memorável, mas sabem que mais do que risonho, o futuro próximo será um grande desafio para os dois clubes.
Mais reformulado do que o Vizela (a formação de Álvaro Pacheco apresentou uma equipa praticamente toda igual à da época passada), o Estrela mostrou por que motivo deve ser uma das equipas a ter em conta na Segunda Liga. Não só pela qualidade dos seus jogadores, mas também pelos adeptos e pela evolução das infraestruturas do Estádio José Gomes (o relvado e as bancadas parecem outros). Em estreia na Allianz Cup, o conjunto de Rui Santos não podia ter pedido melhor entrada.
Nuns primeiros minutos divididos, com o primeiro remate de perigo a pertencer a Nuno Moreira, reforço do Vizela para esta época, foi a equipa da Reboleira a adiantar-se no marcador. Leandro Tipote aproveitou a hesitação defensiva na equipa de Álvaro Pacheco, claramente um dos aspetos a melhorar para os próximos jogos, para chegar à área de Ivo, onde apareceu Xavi para aproveitar a sobra e deixar o Estrela em posição de vantagem.

O golo sofrido fez com que o Vizela assumisse mais o jogo e aí sentiu-se já uma equipa mais confortável com bola, especialmente quando esta chegava aos pés de Kiko, Guzzo e Samu. Ainda assim, foi preciso esperar pela segunda para que da reação viesse um golo. Cassiano ainda desperdiçou uma boa oportunidade na primeira parte, mas o Estrela, que apesar de não estar no domínimo do jogo não se tinha encolhido em demasia, fez por merecer a parca vantagem que levou no regresso aos balneários.
Ao intervalo, enquanto os jogadores ouviam as indicações dos seus treinadores, foi impossível não olhar para o Estádio José Gomes e lembrar as mudanças que os últimos anos trouxeram num clube renascido das cinzas, mas falaremos disso mais adiante, numa peça para ler ainda este sábado (o link ficará aqui). Os 15 minutos de sol, nostalgia e um pedaço de tristeza por ficarmos a ouvir os adeptos do Estrela fora do estádio e não cá dentro, passaram lentamente, mas no regresso da bola houve mudanças evidentes.
O Vizela trouxe dois novos jogadores e retirou de campo Nuno Moreira e Marcelo. O jogo abriu e o Vizela chegou ao golo que vinha procurando e que Cassiano, uma vez mais, tinha deixado fugir. Ainda assim, a equipa de Álvaro Pacheco não deixou de apanhar um grande susto quando o Estrela teve um contra-ataque em superioridade numérica que não deu em golo porque Xavi atirou ligeiramente ao lado. Logo a seguir, Cassiano não falhou. À terceira, foi de vez. O brasileiro, melhor marcador da Segunda Liga na época passada, aproveitou a combinação entre Kiko e Guzzo e num toque de primeira bateu o guardião do Estrela.
Com pouco mais de 20 minutos de jogar, o ascendente da equipa minhota era claro e Álvaro Pacheco procurou aproveitar o embalo da sua equipa, juntando o reforço Schettine a Cassiano, na frente de ataque do Vizela. Menos ofensivo, Rui Santos também procurou dar novas armas e acima de tudo novas pernas à sua equipa, que pareceu acusar o sempre difícil primeiro jogo oficial da época.
No final, a escolha do treinador do Estrela da Amadora revelou-se mais certeira. Schettine podia ter feito o 1x2 para o Vizela, mas Nuno Hidalgo segurou e Paulinho fez o resto. Saído do banco, o reforço de verão da formação da Reboleira foi a chave do apuramento para a 2ª fase da Taça da Liga. Pode ser a estreia, mas na Amadora já foi feita história.
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