Sem grandes esforços, mas com clara superioridade, o FC Porto carimbou em Aveiro a passagem à 4ª eliminatória da Taça de Portugal. Uma vitória por 0x3 frente a um Gafanha que teve bons princípios, não quis só defender, mas que não teve poder de fogo para assustar o Dragão.
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Logo com a escolha do 11 inicial, Nuno Espírito Santo mostrou que não tinha ido a Aveiro brincar. Praticamente com a sua melhor equipa, o Dragão não queria surpresas. Ainda que a exibição não tenha sido ao melhor nível, a vitória nunca esteve em causa, numa partida onde prevaleceu a lei do mais forte.
Começar devagar, marcar e abrandar ainda mais
O FC Porto entrou no jogo de uma forma muito normal nas equipas grandes quando jogam contra equipas destes escalões. Sem forçar, evitando grandes contactos e com a convicção de que o golo iria aparecer mais cedo ou mais tarde. Cedo se percebeu que o Gafanha teria sempre muitas dificuldades para chegar ao último terço do terreno. O mal tratado relvado parecia ser muito comprido para os jogadores que atuam no Campeonato de Portugal. Ainda assim, foi interessante ver que o Gafanha não caiu na tentação de recuar as linhas em demasia, uma situação que, por vezes, parecia surpreender o meio campo portista que se via algo sem espaço.
As oportunidades iam aparecendo, ainda que não numa cadência suficiente para animar as bancadas. Primeiro foi Óliver e depois Jota a ameaçarem. Quem não precisou de ameaçar foi Ótavio que, após um lance de contra ataque de Maxi Pereira pela esquerda, fintou dois jogadores e marcou.
Curiosamente o golo até retirou ainda mais ritmo ao jogo portista e permitiu ao Gafanha algumas subidas com perigo. Numa delas, já no último lance da primeira parte, Mino podia e devia ter feito melhor já dentro da área.
Vontade de arrumar a questão cedo

Sem nunca ser ameaçado verdadeiramente, o Dragão lá acabou por fazer o segundo golo, por Corona, numa altura em que o mexicano tinha entrado, juntamente com Brahimi e com Depoitre, que até marcou perto do fim.
Nos últimos minutos assistiu-se a uma festa bonita as bancadas e a duas equipas resignadas com o jogo. O Gafanha sem argumentos e o FC Porto de cabeça na champions. A missão foi cumprida, a nota foi positiva e agora é olhar para os próximos jogos que não se avizinham nada fáceis, a começar já na terça-feira na Bélgica.









