Há dias em que nem o sabor de uma vitória se mostra suficiente para fazer uma equipa sorrir...ou, pelo menos, da forma desejada.
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À procura de um milagre
À espera de um deslize do Sporting em Alvalade que permitisse sonhar com o segundo lugar e a Liga dos Campeões, o Benfica entrou na Amoreira confiante que podia cumprir com a sua obrigação nesta última jornada.
Num início de jogo absolutamente frenético, os encarnados entraram com o pé no acelerador e chegaram à vantagem logo aos 7 minutos. Richard Ríos, de regresso ao onze após cumprir castigo, correspondeu da melhor forma a um cruzamento de Schjelderup e adiantou as águias no marcador.

Confiantes com o primeiro, os comandados de José Mourinho não tardaram em fazer o segundo. Aos 15’, na sequência de um pontapé de canto, Tomás Araújo desviou num primeiro momento no coração da área e Alexander Bah apareceu depois para finalizar da melhor maneira à boca da baliza.
Sem qualquer tempo ou oportunidade de reação, o Estoril acabou por ver o Benfica chegar ao terceiro um minuto depois. Prestianni deixou um adversário para trás, ofereceu a Rafa e o avançado das águias atirou de pé esquerdo para o terceiro da partida, e o golo nº 100 com a camisola dos encarnados.
Ainda assim, o êxtase inicial acabou por se dissipar poucos minutos depois. Apesar da exibição do Benfica encher as medidas daqueles que iam assistindo nas bancadas, dois golos do Sporting em Alvalade fizeram cair um pano de silêncio na Amoreira.
Depois da procura, a espera…
Se em tantos momentos José Mourinho classificou o alcance do segundo lugar como um «milagre», a verdade é que à entrada para o segundo tempo os encarnados sabiam que precisavam de um autêntico milagre do Gil Vicente em Alvalade para que o fim dos 90 minutos na Amoreira pudesse trazer alívio ao invés de frustração.

Tal como acontecera no primeiro tempo, a equipa orientada por José Mourinho entrou com tudo e esteve perto de chegar ao quarto golo logo na primeira jogada. Rafa Silva apareceu isolado na grande área mas viu, desta vez, Joel Robles impedir um novo festejo dos encarnados.
Apesar do ímpeto inicial nos segundos 45, a segunda metade acabou por se desenrolar de forma passiva e sem as mesmas oportunidades que a primeira parte havia mostrado. Pavlidis e Lukebakio ameaçaram para os encarnados, e Begraoui para os canarinhos, mas a impotência face ao outro resultado viria a dominar o restante do encontro.

Só perto do fim, já aos 90 minutos, o recém entrado Peixinho encheu-se de fé e, à entrada da área, atirou a contar para o último golo do Estoril na temporada.
As contas finais acabaram por se fechar mesmo no 1-3 e o Benfica viu confirmado o cenário que tanto fez por evitar esta noite, mas a que, no fim, acabou por não conseguir fugir.
O último adeus de Pizzi
No meio da amargura encarnada, houve também tempo para o último adeus a um homem que tanto se expressou de águia ao peito.

Pizzi, titular e capitão esta noite, pisou pela última vez os relvados enquanto jogador profissional de futebol e saiu ovacionado aos 60 minutos da partida. Uma guarda de honra que juntou canarinhos e encarnados para a despedida do médio português, aos 36 anos.
Análise dos Jogadores: Notas e Avaliação
Richard Ríos (Benfica): Regressado de castigo, o médio voltou ao onze e voltou também aos golos. A influência do colombiano voltou a fazer-se sentir no meio-campo dos encarnados, tendo confirmado o bom momento de forma neste final de temporada com o seu erceiro golo em jogos consecutivos. Veremos se manterá a forma na próxima época de águia ao peito ou noutro lugar.
Andreas Schjelderup (Benfica): Tal como Ríos, o extremo norueguês voltou a confirmar o bom momento de forma nesta reta final de época com mais uma assistência e, sobretudo, com a constante presença na manobra ofensiva dos encarnados. O peso da confiança de alguém que ainda agora começou a mostrar todo o seu potencial.
Nicolás Otamendi (Benfica): Se foi esta a despedida, fica a sensação de que algo ficou por mostrar ou dizer. O capitão das águias saiu algo insatisfeito do encontro, no entanto, não se sabe ao certo se tal insatisfação se deve ao desfecho da temporada ou do ciclo no clube.
Peixinho (Estoril Praia): A voz da despedida canarinha. Num jogo em que o Estoril não teve praticamente oportunidade de disputar os três pontos, o avançado estorilista deu uma última alegria à equipa que termina a época com a amargura de quem viu o processo desmorenar-se nas últimas jornadas.
O árbitro
Miguel Nogueira contribuiu para um jogo fluído e sem muitas interrupções com uma arbitragem criteriosa e coesa.
Incidentes: O filme do jogo














