O primeiro Clássico da época 2021/22 permite tirar já algumas conclusões das equipas de Sporting e FC Porto, que fizeram o primeiro jogo após o fecho do mercado, portanto já com as equipas completas para esta temporada.
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Em jeito de balanço, o zerozero apontou cinco conclusões que o duelo entre leões e dragões permitiu retirar sobre as duas equipas e aquilo que pode acontecer esta época. Estas são as do Sporting.
Assumir a defesa do título

Se na época passada os leões tardaram a assumir-se como candidatos ao título, esta época é bem diferente. A responsabilidade da época passada assim o obriga, mas o Clássico ajudou a provar que a equipa de Rúben Amorim quer, dentro de campo, mostrar o porquê de ter sido campeã na época passada.
Os leões procuraram dominar um rival direto e assumiram o estatuto de uma equipa que quer lutar pelo título até ao fim. Os sinais dados por alguns jogadores ao longo da partida - Palhinha a festejar cortes de carrinho ou Feddal a incentivar Vinagre, por exemplo - demonstraram isso mesmo.
Debilidade à esquerda

Já tinha sido um ponto destacado na pré-época, mas os últimos jogos e o facto de os leões não terem reforçado essa posição obriga-nos a voltar a falar neste aspeto.
Feddal, que até teve algumas lesões complicadas na carreira, tem vindo a ser gerido e não começou a época ao nível da anterior, mostrando algumas fragilidades com bola e em velocidade.
A dificultar ainda mais a tarefa do marroquino está o facto de Rúben Vinagre não ser um ala tão forte defensivamente como Nuno Mendes, deixando o colega exposto com mais frequência. Também o jogador emprestado pelo Wolverhampton tem sido gerido com pinças.
Esgaio começou bem, mas Porro...

Está noutro nível. O lateral português tem um pulmão inesgotável e é muito forte taticamente, mas ofensivamente fica atrás do internacional espanhol. Fisicamente, Porro é de outro nível e tecnicamente, no um para um, cria muitas dificuldades aos adversários.
Bem mais ala do que defesa, ao contrário de Esgaio, o jogador cedido pelo Manchester City parece ter ultrapassado os problemas físicos e com isso ultrapassou também Esgaio na luta por um lugar no lado direito, especialmente nos jogos onde seja necessário um lateral que faça a diferença no ataque.
Na Liga Portuguesa, ninguém faz isso tão bem como ele.
Candidato, mas com menos soluções

Nos últimos jogos, Rúben Amorim parece mexer um pouco tarde e nem sempre bem, mas olhando para os rivais diretos na luta pelo título a verdade é que os leões estão numa luta desigual.
Apesar de ter sido feito um esforço para reforçar alguns setores, os leões não quiseram ter um plantel muito extenso e Rúben Amorim tem insistido que caso surja algum problema com os jogadores da equipa principal há jovens prontos a aparecer, mas nos encontros com rivais diretos é notório que faltam algumas armas a este Sporting, especialmente na frente de ataque.
Esta época, o calendário é mais apertado e os problemas físicos podem sempre aparecer.
Pazes e identidade

Dúvidas houvesse, elas estão dissipadas. As pazes com os adeptos estão feitas e tal não terá acontecido apenas pelo título, embora isso também tenha ajudado.
Em Alvalade, sente-se que os adeptos estão ligados à equipa e vice-versa, muito pela identidade que Rúben Amorim conseguiu dar a este Sporting. Muito mérito de todas as partes, numa relação de sintonia que só beneficia o clube e os jogadores da formação ou novos reforços, menos pressionados nas primeiras aparições na equipa principal.





