Há noites - ou jogos - em que mais valia ficar em casa. E esta foi, sem dúvida, uma dessas para as gentes de Arouca. Tudo aconteceu aos Lobos e o SC Braga aproveitou para conseguir uma justa e confortável por 0-4. O Arouca perde há cinco jogos seguidos.
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A atravessar uma má fase - quatro derrotas seguidas - Vasco Seabra tentou proteger a equipa e, sem bola, esta apresentava-se em 5x4x1, com Alex Pinto a servir de falso médio ala. Esta opção fez a equipa recuar - pressionava baixo - e deu total iniciativa ao SC Braga. Os bracarenses iam aproveitando para fazer o seu jogo e beneficiaram de uma expulsão infantil de Fontán, aos 15'. O espanhol viu dois amarelo em dois minutos, com apenas uma falta: primeiro, retardou uma reposição lateral banal, depois impediu uma arrancada pela direita de Pau Victor.
Tentando voltar a proteger a equipa, Vasco Seabra manteve a linha de cinco, retirando o lateral Arnau Solá, para dar lugar a Omar Fayed no centro da defesa, e baixou Djouahra. A opção acabou por correr muito mal, porque o francês claramente não tinha as rotinas defensivas necessárias para um jogo desta exigência e essa ala virou uma «via verde» para os forasteiros. O SC Braga já tinha visto o VAR reverter uma grande penalidade a seu favor aos 7', mas aos 24' Alex Pinto fez uma falta também desnecessária, Ricardo Horta assumiu e a bola foi bater no poste e, de seguida, nas costas de Mantl. Auto-golo e estava, por fim, feito o primeiro.

Mas a 1ª parte para esquecer do Arouca não se ficou por aqui. Sete minutos depois, Ricardo Horta recebeu na direita da área e fez o momento da noite, chapelando Mantl de um ângulo muito difícil, para o 0-2. Em cima do intervalo, aos 45+1, foi a vez de mais um momento insólito: Victor Gómez cruzou na direita, Mantl foi enganado e, ao segundo poste, sem nada o fazer prever, Alex Pinto encostou de coxa para a própria baliza.
Depois de uma 1ª parte onde aconteceu de tudo um pouco, Vasco Seabra ainda tentou mexer com a equipa ao intervalo e fez três substituições. Muito a espaços, a equipa pareceu mais atrevida na transição, mas o SC Braga foi controlando e, consequentemente, gerindo bem a partida. Perante isto, o jogo entrou em modo de gestão de esforço bracarense. Os forasteiros iam esboçando algumas acelerações e isso era suficiente para criar perigo.
Acabaram por chegar ao 0-4 aos 71', por Lagerbielke, na sequência de um canto. O resto do jogo, apesar de um par de grandes chances para os Gverreiros, acabou por ser uma mera formalidade e o SC Braga conseguiu uma confortável e justa vitória. O Arouca teve uma noite para esquecer.
Análise dos Jogadores: Notas e Avaliação
Ricardo Horta (SC Braga): o capitão bracarense continua a mostrar que é diferenciado e que está num grande momento de forma. Golaço e gestão do ataque perfeita.
Pau Victor (SC Braga): o espanhol começa a justificar o que custou e fez um grande jogo a partir da direita, aproveitando as debilidades defensivas do Arouca desse lado, especialmente depois da expulsão. Merecia o golo.
Jose Fontán (FC Arouca): o espanhol queimou a sua equipa por completo. Podemos comentar o segundo amarelo - embora pareça a decisão certa -, mas o primeiro é absolutamente desnecessário e tem de gerir melhor depois disso.
Alex Pinto (FC Arouca): mais um que teve um jogo para esquecer. Cometeu penálti, fez um auto-golo insólito e não protegeu bem a sua ala, que até foi a menos explorada.
O árbitro
O árbitro Miguel Nogueira teve um jogo de muitos casos, mas, de forma geral, foi bem auxiliado pelo VAR e acabou com uma exibição sóbria.
Incidentes: O filme do jogo











