Em vésperas do feriado da Restauração da Independência - que se celebra, anualmente, a 1 de dezembro, o FC Porto recebeu e venceu, este domingo, o Estoril Praia, restaurando a liderança isolada da I Liga. Os dragões apresentaram algumas dificuldades no capítulo da construção, mas o tento sorrateiro de William Gomes foi suficiente para registar mais um triunfo no campeonato português.
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A disputar o terceiro de quatro jogos consecutivos em casa - e com dois triunfos por 3-0 na bagagem -, os dragões entraram no duelo com o claro objetivo de se distanciarem novamente do rival Sporting, evitando possíveis surpresas. Tal podia ter ido por água abaixo logo ao quinto minuto de jogo, quando Yanis Begraoui teve tudo para marcar - até Diogo Costa presente na linha do meio-campo -, mas atirou ao lado.

Dois minutos depois, Samu introduziu o esférico no interior da baliza contrária, mas o lance foi invalidado. Os minutos iniciais foram pautados por muita emoção, visto que a turma de Ian Cathro veio ao norte do país para defrontar os portistas olhos nos olhos e apresentou uma postura aguerrida, sem medo de arriscar. Os dragões, cheios de sabedoria, souberam, no entanto, manter a calma e a coesão defensiva.
William Gomes aproveitou toda esta azáfama para surpreender tudo e todos - até alguns adeptos portistas - e rubricar o que viria a ser o único golo da partida. Sorrateiro, o avançado brasileiro aproveitou um passe arriscado de Holsgrove para recuperar a posse, aparecer na cara de Joel Robles a atirar a contar com um remate certeiro.
Rafik Guitane foi, de longe, o elemento mais esclarecido e agitou as águas frequentemente pelo lado direito, mas faltou assertividade à Equipa da Linha no momento da finalização, que não soube aproveitar as investidas do criativo. Ainda assim, os visitantes apareceram em terrenos avançados por diversas ocasiões e assustaram os adeptos da casa - não foi o jogo mais positivo dos dragões no que a manter a posse diz respeito.

A formação da casa conseguiu, no entanto, resguardar a vantagem até ao intervalo - altura em que Francisco Moura, atormentado pelo samba de Guitane, deu lugar a Zaidu no flanco esquerdo. Os azuis e brancos apresentaram ligeiramente mais sólidos no primeiro terço, principalmente em termos defensivos, mas faltou critério aos portuenses em certas fases do jogo.
Alguns passes errados dos azuis e brancos levaram os canarinhos a sonhar, com diversas aproximações de perigo - e 'queixas' por partes dos presentes no estádio -, mas o golo visitante nunca surgiu e o FC Porto conquistou mais uma vitória no seu reduto. Com um duelo entre Sporting e Benfica na próxima jornada, melhor resultado seria impossível para Farioli e os seus pupilos.
Análise dos Jogadores: Notas e Avaliação
William Gomes (FC Porto): numa noite em que faltou algum critério ao FC Porto - principalmente na fase de construção -, William Gomes teve a arte e o engenho para rubricar o tento da partida e protagonizar algumas das ocasiões de perigo dos dragões. Além disso, o seu compromisso com as tarefas defensivas também merece destaque.
Rafik Guitane (Estoril Praia): senhoras e senhores, que jogador! Guitane foi uma autêntica dor de cabeça para o FC Porto - principalmente durante a primeira parte -, tendo atormentado os jogadores mais recuados dos dragões por diversas ocasiões. Foi o atleta mais esclarecidos dos visitantes e esteve muito perto de balançar as redes adversárias em diversas situações de perigo!
O árbitro
André Narciso não teve uma tarefa fácil esta noite, face às múltiplas reações da bancada em distintos lances ao longo do jogo, mas soube acalmar os ânimos e manteve o critério durante grande parte do jogo. Ainda assim, o juiz podia ter sido mais assertivo na reta final, quando decidiu não atribuir qualquer cartão em certas jogadas de risco.
Incidentes: O filme do jogo





