Foi atribulado e aconteceu de tudo um pouco, mas o SC Braga sobreviveu a um par de «tiros nos pés» em território escocês e segurou um pontinho na visita ao Rangers (1-1).
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Menos de dois meses depois, o SC Braga voltava a Glasgow - onde já tinha sido feliz, ao vencer o Celtic, por 0-2 -, para defrontar, desta vez, o Rangers. Apesar de estar a atravessar uma época atribulada - tinha, até aqui, zero pontos na Liga Europa e estava em 5º lugar no campeonato -, a turma escocesa entrou a pressionar altíssimo e isso criou evidentes dificuldades aos bracarenses nos primeiros minutos, remetendo-os ao seu primeiro terço por algum tempo.
Contudo, ultrapassada essa pressão, que foi baixando, Ricardo Horta e Zalazar começaram a conseguir aparecer no jogo e fez toda a diferença na ligação entre setores e criação no último terço. De resto, a dupla minhota criou as melhores chances da 1ª parte, com o capitão bracarense a esbarrar sempre em Butland. O ímpeto era claramente luso e o jogo bracarense ia carburando, aproveitando as evidentes debilidade defensivas - e linha alta - do Rangers, mas faltava eficácia.
Com o aproximar do intervalo, o SC Braga perdeu algum fulgor ofensivo e isso deu espaço ao Rangers para respirar, nivelando a posse de bola. Já nos descontos, quando tudo parecia caminhar para o empate ao intervalo, mas Fran Navarro fez mão na sua área e James Tavernier não desperdiçou a grande penalidade. Estava feito o 1-0, contra a corrente.

O SC Braga precisava de algo diferente para a 2ª parte e voltou dos balneários a tentar ser mais veloz na troca de bola, mas os seus médios foram tendo enormes dificuldades em aparecer no jogo e isso retrouxe à tona os tais problemas na ligação. O Rangers ia aproveitando e até estava mais perigoso, acabando por ver o jogo mudar definitivamente quando, aos 61', Rodrigo Zalazar foi infantil, tentou agredir um adversário num lance sem bola e deixou a sua equipa reduzida a dez para a meia hora final.
Tudo apontava para um mau bocado para os minhotos na ponta final. Vicens tentou mexer com o jogo com a entrada de Grillitsch e os bracarenses foram...muito felizes. Aos 69', num cruzamento em balão aparentemente inofensivo de Victor Gómez na direita, Djiga teve uma péssima abordagem e isolou por completo Gabri Martínez ao segundo poste. O espanhol não perdoou e fez o empate.
O jogo ficou em aberto e, mesmo em desvantagem numérica, o SC Braga ia-se batendo bem com bola e defendendo bem sem ela. Os dois treinadores foram fazendo um jogo tático a partir do banco, com mexidas, e o jogo estava partido. As chances, de resto, apareceram dos dois lados e, nos descontos, Victor Gómez podia ter dado a vitória, mas Butland segurou o pontinho para as duas equipas.
Análise dos Jogadores: Notas e Avaliação
Gabri Martínez (SC Braga): com a sua equipa com claras dificuldades criativas e de ligação, foi o seu génio que foi fazendo a diferença. Acaba a ser feliz, mas decisivo com o golo do empate.
Jack Butland (Rangers): o gigante inglês foi mesmo enorme entre os postes e só um erro de um colega seu resultou em golo bracarense. Que exibição monstruosa.
Djeidi Gassama (Rangers): foi uma dor de cabeça para a defesa lusa e nunca parou quieto. Tem de melhorar a tomada de decisão no último terço, mas a sua velocidade e drible podem ser diferenciadores em qualquer jogo.
Rodrigo Zalazar (SC Braga): estava a fazer uma bela exibição - especialmente na 1ª parte -, mas fica na história do jogo pelos piores motivos. Não pode reagir assim a um lance sem bola e banalíssimo. Quase prejudicou a sua equipa, que já estava em dificuldades.
O árbitro
O neerlandês Allard Lindhout teve um jogo atribulado. As expulsões de Zalazar e Diomande, assim como o penálti do Rangers parecem ser as decisões corretas, mas fica muitas dúvidas sobre a mão de Miovski na 2ª parte, na área escocesa. Parece ter ficado por assinalar um penálti para o SC Braga.
Incidentes: O filme do jogo








