No dia em que os Estados Unidos celebram o famoso Thanksgiving, o Estádio do Dragão viveu o seu próprio Dia de Ação de Graças. Porque, para um FC Porto que só conhece uma derrota esta época - e logo frente ao Nottingham Forest - há muito por que agradecer. Esta noite, o Nice foi o convidado para a ceia… e saiu de estômago vazio: 3-0.
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O jogo ainda não tinha aquecido e o FC Porto já estava de alma cheia. Bastaram 19 segundos para Gabri Veiga inaugurar o marcador, numa jogada fluida. Pepê serviu, o espanhol agradeceu e finalizou como quem abre o apetite para um banquete europeu. O Nice nem teve tempo de ajustar o casaco ao frio do Dragão e já estava a perder.
O golo cedo trouxe um dragão confiante, com bola a circular entre setores, sem pressa. Aos 33’, Gabri Veiga voltou a agradecer o momento: bis com assistência de Froholdt. Dois anos depois, voltou a marcar dois num jogo.
O Nice foi aparecendo. Moffi, Diop e Clauss tentaram a sorte, mas nada que verdadeiramente perturbasse Diogo Costa.
A segunda parte trouxe o terceiro prato da noite. Após análise do VAR ao lance entre Samu e Dante, grande penalidade assinalada. Samu fez o 3-0 e a bancada do Nice esvaziou-se após esse terceiro golo - não foi apenas pelo frio.
Os minutos finais foram mais frios, com o jogo já resolvido e o FC Porto a gerir, mas nada ameaçou a certeza: os dragões somam mais três pontos na Liga Europa, enquanto o emblema francês - velho conhecido de Farioli, segue de estômago vazio e sem pontos.
Análise dos Jogadores: Notas e Avaliação
Gabri Veiga (FC Porto): desbloqueou o jogo e o meio-campo. Com Deniz Gul descaído numa ala, o médio espanhol soube surgir a aproveitar os espaços e foi dessa forma que bisou. Fundamental na circulação de bola e na construção de jogo.
Victor Froholdt (FC Porto): foi dado como apto poucos dias antes do encontro e pareceu que nunca se lesionou na realidade. O médio é daqueles que aparenta nunca jogar mal. Físico imponente, grande visão de jogo e uma leitura dos duelos como poucos. Voltou a demonstrá-lo.
Yehvann Diouf (Nice): muito inseguro entre os postes, quer nas defesas, quer a sair a jogar. O guardião dos franceses mostrou várias debilidades em campo, nomeadamente no jogo com os pés - Samu bem pode confirmá-lo, depois de pressionar individualmente e ver o guarda-redes a cometer erros que poderiam dar em golo do FC Porto.
Pepê (FC Porto): fundamental na transição e na construção de jogo, o extremo mostrou ser um quebra-cabeças para a defesa francesas. No primeiro golo, a destreza no passe para Gabri Veiga foi exemplo claro desse quebrar de puzzle montado pela equipa forasteira.
O árbitro
Matej Jug esteve bem na generalidade, sem casos de grande dúvida a assinalar. Aos 57 minutos, o FC Porto reclamou uma grande penalidade e, após consulta do VAR, o árbitro acedeu, ao entender existir falta de Dante sobre Samu.
Incidentes: O filme do jogo







