Suada, mas conquistada. O Sporting CP passou um duro teste na Capital do Móvel (2-3) e precisou de ir a prolongamento para bater o Paços de Ferreira. Os castores estiveram a vencer por duas ocasiões mas acabaram eliminados por um autogolo.
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Rui Borges rodou a equipa para o jogo na Capital do Móvel. Diomande e Quaresma foram os centrais, Mangas e Alisson formaram o corredor esquerdo e Ioannidis foi o avançado.
Os leões entraram bem no jogo, a encostar o Paços de Ferreira às cordas, mas foi a equipa da casa quem inaugurou o marcador. Aos 18´, Rafael Vieira ganhou um duelo a meio-campo, Lumungo tabelou com João Victor e o são-tomense bateu João Virgínia com um remate cruzado.
A surpresa dos castores durou apenas três minutos. Os verde e brancos continuaram à procura do golo e o mesmo aapreceu por Pedro Gonçalves. Ioannidis foi carregado dentro da área, Miguel Nogueira mandou jogar, a bola foi ter com Pote que, de fora da área, assinou um belo golo de pé esquerdo.
A toada do jogo manteve-se a mesma até ao final do primeiro tempo: o Sporting com bola, a tentar encontrar o caminho do golo e os pacenses a resistirem como podiam.
No segundo tempo, o Paços entrou com fulgor e voltou a colocar os leões em maus lençóis. Miguel Mota partiu do corredor direito para dentro, serviu Lumungo à direita e este assistiu João Victor para o 2-1. Os mesmos protagonistas do primeiro golo a causarem estragos ao detentor do troféu.
O Sporting manteve-se no mesmo registo. A equipa de Rui Borges fazia tudo bem até ao último terço, mas a definição não era a melhor na zona fulcral do campo.
À passagem da hora de jogo, os leões lá conseguiram empatar. Quenda cobrou um pontapé de canto à direita do ataque leonino e Ioannidis apareceu ao primeiro poste a desviar de cabeça para o 2-2.
Os 18 (!!!) cantos do Sporting no tempo regulamentar demonstram muito o que foi o jogo da equipa leonina. Os comandados de Rui Borges circundaram quase sempre a área pacense, mas os da casa mostraram a coesão necessária no impedimento de remates em zona frontal e no controlo do espaço aéreo.
Quenda, Trincão, Luis Suarez, Pote e Ioannidis: todos ao mesmo tempo em campo não conseguiram evitar o prolongamento em Paços de Ferreira.
No prolongamento, mais do mesmo... Os leões criavam superioridade em quase todas as zonas do terreno mas foi preciso esperar até ao minuto 104´ para o bicampeão nacional se colocar em vantagem no marcador.
Geny e Fresneda combinaram bem no corredor direito e o espanhol cruzou para Tiago Ferreira desviar, por infelicidade, para a própria baliza. Estava quase acabado o sonho pacense na Taça.
O resultado não mais se alterou e os leões estão vivos na Taça de Portugal
Análise dos Jogadores: Notas e Avaliação
Geovany Quenda (Sporting): Foram 120´ minutos exigentes para o Geovany Quenda. Desiquilibrou muito pela direita, andou momentos pelo centro e acabou a lateral esquerdo. Assistiu para o segundo golo e foi pau para toda a obra.
Ronaldo Lumungo (Paços de Ferreira): A alma do Paços de Ferreira. Marcou, assistiu e correu até não conseguir mais. Foi a maior dor de cabeça para a defensiva leonina. A continuar assim, é um dos nomes a observar na Liga Portugal Meu Super.
Pedro Gonçalves (Sporting): Marcou um belíssimo golo e foi dos mais esclarecidos dos leões. Tanto entrelinhas, como dez, como ao lado de Hjulmand foi o homem que mais descobriu espaços para os colegas.
Incidentes: O filme do jogo















