A estreia do Sporting na nova temporada prometia uma festa prolongada depois da conquista do título mundial, mas a Sanjoanense estragou os planos leoninos e assinou um empate a dois golos no Pavilhão João Rocha.
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A entrada em pista mostrou um Sporting ainda embalado pelo êxito recente na Argentina, mas com ligeiro nervosismo. A Sanjoanense, sólida e organizada, soube explorar essa desconcentração inicial e até podia ter inaugurado o marcador de grande penalidade, não fosse Xano Edo negar o golo a Hugo Santos. O guarda-redes luso, sucessor de Ângelo Girão, respondeu à altura, mas do outro lado Carrión começava a roubar as atenções ao travar também um penálti de Rampulla antes do intervalo.
Os golos, que teimavam em não aparecer, surgiram em catadupa no arranque da segunda parte. Rafa Bessa inaugurou o marcador com um toque de fortuna, ao ver o seu passe desviar em Hugo Santos e trair Carrión. Contudo, o capitão alvinegro redimiu-se de imediato. Recuperou a bola e, com um remate seco e rasteiro, restabeleceu a igualdade.
O jogo entrou numa montanha-russa. Nolito Romero desperdiçou um livre direto e, na jogada seguinte, Hugo Santos voltou à ribalta, desta vez para assinar a reviravolta com uma finalização perfeita.
A partir daí, foi um verdadeiro duelo entre o ataque leonino e o muro Carrión. Rampulla atirou ao ferro, Nolito insistiu, mas o argentino defendeu tudo o que havia para defender. Só a dois minutos do fim, num remate de fé do próprio Nolito Romero, o Sporting conseguiu voltar a empatar.
O 2-2 parecia escrito, mas o jogo ainda guardava uma última emoção. Já nos derradeiros segundos, os leões beneficiaram de um livre direto que podia valer o triunfo - e Carrión voltou a ser herói, esticando-se como se o tempo parasse para negar o golo ao capitão verde e branco.
O empate final soube a vitória para a Sanjoanense e a aviso para o campeão mundial: o campeonato nacional não vai oferecer facilidades. As duas equipas somam o primeiro ponto da época.


