Na noite que marcou o regresso de José Mourinho a Stamford Bridge, o Benfica saiu derrotado pelo Chelsea (1-0) em jogo a contar para a 2ª jornada da fase regular da Liga dos Campeões. Apesar do desaire, as águias mostraram uma face bem diferente daquela que transpareceram diante do Qarabag, recuperando a dignidade numa partida em que a divisão de pontos podia ter sido o resultado mais justo, se a justiça fosse inerente ao futebol.
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Deixada para trás a vitória sofrida frente ao Gil Vicente, o Benfica entrou em Stamford Bridge ligado à magia dos jogos milionários, sendo capaz de protagonizar um arranque promissor e bem articulado em todos os momentos do jogo. Com o Chelsea a assumir, sem surpresa, as despesas, a verdade é que os blues sentiram algumas dificuldades para ultrapassar o meio-campo reforçado dos encarnados.
Personalidade coletiva não chegou
Aursnes e Sudakov variaram entre movimentos sobre a esquerda e a zona central do terreno no apoio a Barrenechea e Richard Ríos, o que, aliada à pressão assertiva, provocou algumas boas saídas para o ataque capazes de motivar os primeiros grandes momentos de perigo.

Sudakov fez estremecer o poste da baliza de Robert Sánchez após defesa feliz do guardião dos blues, enquanto Ríos entregou às luvas do keeper anfitrião o belo passe de Lukebakio - sempre muito interventivo e agitador pela direita.
Pouco depois, Pedro Neto deixou o primeiro aviso na típica diagonal que bem carateriza o internacional português, com o golo da vantagem a chegar logo a seguir. Após variação perfeita do luso para o esquecido, Garnacho - Dedic concedeu muito espaço ao argentino por várias vezes -, o internacional pelo país das Pampas dispôs de tempo suficiente para tirar um cruzamento traiçoeiro que provocou a infelicidade de Ríos à boca da baliza.
Abertas as hostilidades, pedia-se a resposta encarnada, mas nem por isso ela surgiu, pelo menos, de forma cabal.
Desse momento em diante, o Chelsea aproveitou para se tornar mais mandão à medida que as águias foram recuando no terreno e perdendo a capacidade inicialmente demonstrada. A precisar do intervalo, o Benfica livrou-se de dissabores maiores, não tivesse Trubin crescido de forma determinante na hora de deter a finalização de Tyrique George, grande novidade na frente de ataque dos londrinos.
No reatar, não se pode dizer que as coisas tenham mudado radicalmente. O Chelsea prosseguiu com o controlo das incidências, agora a ter de contar novamente com um Benfica de baterias parcialmente recarregadas.
Graças a isso, as águias chegaram, a espaços, perto da baliza de Robert Sánchez, mas as aproximações promissoras padeceram sempre de conclusões convictas. À medida que o relógio foi avançando, Mourinho tardou em mexer na equipa - viu-se forçado a trocar António Silva por Tomás Araújo -, acabando por fazer entrar Barreiro, Schjelderup e Ivanovic.
Com as alterações, o jogo partiu um pouco fruto da frescura apresentada pelos encarnados, mas nem por isso o placard mexeu novamente. Sem espaço ou rasgo para visar a baliza blue, as águias voltaram a perder frente ao Chelsea, mas limparam a imagem deixada na ronda inaugural.
Análise dos Jogadores: Notas e Avaliação
Pedro Neto (Chelsea): Ligado à corrente desde o primeiro minuto, Pedro Neto foi a maior tormenta da defensiva encarnada, apesar da boa réplica de Dahl. Originou o lance do único golo da partida e criou mais um sem-número de lances dignos de registo que podiam ter deixado Trubin em maus lençóis.
Georgiy Sudakov (Benfica): Obrigado a outro tipo de responsabilidades sem bola em comparação com o que é o normal na liga portuguesa, o internacional ucraniano alinhou-se a bom nível com Aursnes, mas nem por isso descurou na qualidade apresentada com bola nos típicos passes a rasgar que conseguiu, mais uma vez, efetuar.
Fredrik Aursnes (Benfica): Tal como o camisola 10, foi dos elementos em maior destaque nos encarnados, sendo um dos maiores responsáveis pela forma como o miolo composto por Ríos e Barrenechea conseguiu arranjar condições para impor dificuldades ao Chelsea na reta inicial. Manteve o registo, apesar do desgaste cada vez maior.
Moisés Caicedo (Chelsea): Tal como é habitual, entendeu-se às mil maravilhas com Enzo Fernández no duplo pivot mais recuado do miolo do Chelsea, sendo garante de segurança na ponte que fez na hora de atacar e gerir as incidências. Capacidade física e de passe brutal.
O árbitro
Numa exibição globalmente sólida e sem influência no resultado, Daniel Siebert desde cedo recorreu ao cartão amarelo para controlar o jogo. Por outro lado, tentou deixar o jogo seguir mesmo com alguns duelos mais acesos que, com um critério mais apertado, seriam passíveis de infração.
Incidentes: O filme do jogo







