Ian Cathro havia avisado que esta equipa do Estoril Praia iria ganhar muito daqui em diante e, para já, a «profecia» começou a surtir efeito. Os canarinhos aproveitaram as fragilidades defensivas do AFS e conseguiram a primeira vitória da época, apesar de ter relaxado excessivamente na ponta final, por 3-1.
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Na Amoreira encontravam-se duas equipas desesperadas pela primeira vitória da época. O AFS entrou claramente com uma mentalidade mais ofensiva do que a vista antes da paragem internacional, mas foi colecionando alguns erros na construção e isso não só facilitou a vida defensiva do Estoril, como potenciou a transição canarinha, muito forte, especialmente pela sua ala direita, com Ricard Sánchez e Rafik Guitane.
De resto, essa ala acabou por ser determinante na 1ª parte. Primeiro, aos 12', Ferro fez um passe espetacular a desmarcar Ricard na direita e este cruzou rasteiro para a entrada da área, onde surgiu o gigante georgiano Nodar Lominadze a driblar um adversário e fazer o 1-0. Sem melhorias do outro lado - e com vários erros na construção -, pouco depois, aos 28', foi a vez de Guitane soltar o seu génio criativo na direita da área e servir João Carvalho - que até já tinha perdoado um par de vezes - para o 2-0.
Desesperado pela incapacidade criativa da sua equipa, José Mota - de volta ao banco de suplentes, após cumprir castigo - fez entrar Rafael Barbosa ainda aos 38' e a troca de bola do AFS intensificou com o luso no miolo, mas continuaram muito dependentes de cruzamentos e facilitaram a vida adversária. Óscar Perea ainda teve uma grande chance dessa forma, mas faltou pontaria.
Esperava-se mais e melhor do AFS na 2ª parte, até para tentar relançar a partida e dar um pontapé nesta crise inicial de época, mas os de Vila das Aves seguiram com uma linha de pressão excessivamente alta para a qualidade do seu controlo da profundidade e as alas do Estoril continuaram a carburar. Aos 52', João Carvalho foi desmarcado na esquerda da área e trivelou a bola para o poste mais distante. Ricard Sánchez só teve de encostar para o 3-0.
José Mota fez o que podia, pelo menos no desenrolar da partida, e colocou Tunde na esquerda, o que trouxe mais velocidade, além de fazer três mexidas aos 65', pouco antes do Estoril implementar também alguma rotação. Os de Vila das Aves aproveitaram esta fase de menor fulgor caseiro na partida e intensificaram o seu jogo. Mesmo sem deslumbrarem, reduziram aos 78', por Diogo Spencer, aproveitando um erro de Tiago Brito na sua área.
Isto relançou um pouco a partida para a ponta final, deixando-a mais partida e propícia à velocidade. O AFS aproveitou esse «relaxo» adversário e marcou aos 85', por Diego Duarte, mas o lance acabou por ser invalidado por fora de jogo e respirou-se de alívio na Amoreira. Este momento acabou por deitar um pouco a baixo animicamente a turma visitante e o Estoril Praia acabou por aproveitar para gerir e conseguir a tão aguardada vitória.
Análise dos Jogadores: Notas e Avaliação
Ricard Sánchez (Estoril Praia): o lateral espanhol foi lateral no ataque à profundidade e participou diretamente em dois golos. Defensivamente foi coeso e certinho, como prova o facto de o AFS ter ficado mais perigoso com a sua saída.
João Carvalho (Estoril Praia): o seu papel de falso extremo pode ser diferenciador e este foi desses jogos. Ajudou a fortalecer o meio campo, surgiu bem no último terço na ligação e terminou a participar em dois golos - podia ter feito mais até.
Nodar Lominadze (Estoril Praia): o georgiano foi o todo terreno do Estoril Praia. Marcou, num belo momento ofensivo, e ainda ajudou muito a cobrir o meio campo, dominando nas recuperações e duelos.
Diogo Spencer (AFS): mesmo sendo lateral de raiz, é um dos elementos mais importantes do ataque avense, especialmente quando insistem em cruzamentos. Esteve bem na pressão ofensiva, marcou e fez por merecer mais.
O Árbitro
O árbitro Diogo Rosa mostrou ter «gatilho» fácil e mostrou amarelos com excessiva facilidade, mas nada que interferisse no desenrolar da partida. O golo anulado ao AFS é «milimétrico», mas parece a decisão correta, com o devido apoio do VAR.
Incidentes: O filme do jogo













