Repetiu-se a história do final da época passada. O Torreense estragou a estreia de Ivan Baptista no comando das pentacampeãs nacionais e venceu por 1-2, levando para Torres Vedras a Supertaça feminina.
Veja Também
- Carolina Tristão faz história: a mais jovem de sempre numa final da Supertaça
- Como joga o «novo» Benfica? Conheça a equipa de Ivan Baptista
- Ivan Baptista sobre a derrota na Supertaça: «O Benfica procurou ser protagonista»
Na sua estreia oficial no comando do , surpreendeu logo a abrir e apresentou Nycola Raysla no meio campo - trocando, por vezes, com Diana Silva -, com a extremo. O efeito foi imediato e em apenas 30 segundos as águias já venciam, depois de Lúcia ter desmarcado na direita da área com um belo passe picado e este ter cruzado para o golo fácil de .
A boa entrada fortaleceu-se com uma pressão alta que criou dificuldades na construção ao , mas a mesma baixou em poucos minutos e as de Torres Vedras não se acanharam, crescendo na partida e começando a controlar o meio campo - o do Benfica a deixar muito a desejar, especialmente na construção. Mais confortáveis com bola, as comandadas de Gonçalo Nunes empataram aos 12', por Gerda Konst, num canto onde o Benfica ficou «às aranhas». Mas não se ficou por aqui.
O Torreense foi expondo as dificuldades do Benfica na construção - muito dependente de um jogo direto em busca das pivots Nycole Raysla e - e continuou melhor com e sem bola. Acabaram por conseguir a merecida reviravolta aos 37', quando a central aproveitou uma má intervenção de , a um livre direto lateral de Palona Lemos, para encostar para o 1-2. O Benfica tentou reagir com bola, potenciando as alas, e até marcou em cima do intervalo, mas o lance foi invalidado por fora de jogo no início da jogada.
Apesar das evidentes dificuldades ofensivas, o técnico Ivan Baptista insistiu no plano deste ataque móvel que ia deixando a desejar. Mas durou pouco e, aos 57', foi ao banco buscar Cristina Martín-Prieto e a reforço Caroline Moller - Lúcia Alves baixou para ala -, além da jovem Carolina Tristão, de apenas 16 anos, pouco depois, para o miolo.
Esta nova frente de ataque trouxe dinâmicas diferentes, com Martín-Prieto mais referência - e mais dominante - na frente - e Moller mais «vagabunda», deambulando entre as costas da espanhola, a ala e a construção no miolo. Contudo, ia faltando alguma velocidade com bola às pentacampeãs nacionais e o Torreense defendia-se bem - jogou um pouco com o relógio e frustração adversária, com várias paragens.
Como esperado, a ponta final foi de insistência para as águias e muito nervo, especialmente nos descontos, quando o VAR chamou Catarina Campos para uma possível penalidade para o Benfica, por mão na bola. Contudo, houve falta de Moller antes e o jogo prosseguiu. Com os ânimos a exaltar-se, o Torreense aguentou com unhas e dentes e acabou mesmo por vencer.
O Torreense conquista a primeira Supertaça da história e o segundo título no espaço de curtos meses. A folia prossegue em Torres Vedras.
O Árbitro
A árbitra Catarina Campos teve uma exibição sóbria, facilitada pelas equipas dentro de campo. Tomou a decisão correta no golo anulado ao Benfica no final da 1ª parte. O lance da possível grande penalidade na ponta final também foi bem ajuizado - há falta de Moller antes da mão.
Incidentes: O filme do jogo












