Dois anos depois da última vitória frente à Catalunha e um após a perda da Golden Cat para o mesmo conjunto, Portugal voltou a conquistar a competição (3-3, 2-1 l.d), na sequência de uma exibição competente e que abre boas perspetivas para o Euro 2025.
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Duelo mais assíduo de se assistir quando de uma final desta competição se trata, o embate luso-catalão não desiludiu, trazendo golos e duas equipas descomplexadas na procura das balizas de Sandra Coelho e Laura Vicente.
Logo ao sexto minuto de jogo, Leonor Coelho deu vantagem a Portugal e demonstrou estar em tarde "sim" ao nível da finalização.
Em desvantagem, a Catalunha ficou perto de consentir novo dissabor, mas a guardião anfitriã levou a melhor sobre Catarina Costa no duelo pessoal promovido por um penálti - aos 10 '- e o prémio pela resistência acabaria por surgir em cima do apito para o intervalo.
Também de penálti, Carla Fontdeglòria não tremeu e deixou tudo ainda mais em aberto para o que faltava disputar de uma partida, que ainda mais golos teve no segundo tempo.
Pouco depois do reatar, Leonor Coelho bisou e confirmou o melhor regresso lusitano, mas Joana Xicota completou o 2-2, volvido quase um quarto de hora. A igualdade deu combustível à turma catalã que, por intermédio de Alba Ambrós, colocou, pela primeira vez na história do jogo, as da casa na dianteira.
Solidez só podia dar frutos
No entanto e tal como na primeira parte, a mira voltou a afinar e a causar estragos na reta final, desta vez em benefício de Portugal. Beatriz Várzeas ligou com Raquel Santos, cabendo à atleta do Benfica empurrar o jogo para um prolongamento que não trouxe decisões.
Por isso mesmo, os livres diretos foram a realidade. Nesse momento, Inês Severino e Raquel Santos - bateu o decisivo - fizeram de Portugal mais feliz e permitiram o regresso às conquistas desta prova, depois da Catalunha apenas ter anulado momentaneamente a festa lusa com o empate de Nara López.



