Na esperança de conquistar a primeira vitória da temporada, Académico e Paços de Ferreira mediram forças, este sábado, no Estádio do Fontelo, sendo a ineficácia a palavra de ordem no embate. Nenhum dos conjuntos mostrou argumentos para adquirir os três pontos e o nulo permaneceu realidade até ao final da partida, a contar para a segunda jornada da II Liga 2025/26.
As ambições, essas, eram elevadas, principalmente pela turma da casa. O emblema de Viseu não vence os Castores desde 1990(!) e pretendia derrubar essa maldição. Desta forma, os pupilos de Sérgio Vieira - que assistiu ao duelo nas bancadas - mostraram-se dominadores desde cedo, controlando o ritmo de jogo - principalmente em terrenos ofensivos.
Perante este cenários - e face às dificuldades sentidas na saída com bola -, os visitantes resguardaram-se em terrenos (muito) defensivos e foram praticamente inofensivos durante o primeiro tempo. Apesar da superioridade registada em campo, o Académico apresentou grandes dificuldades em transformar o domínio em vantagem e foi bastante perdulário em zonas ofensivas.
Ao intervalo, Filipe Cândido decidiu retirar Costinha - um dos mais esclarecidos - e lançar João Caiado, de forma a ter mais posse e controlo, principalmente na 1ª fase de construção. Esta decisão revelou-se crucial para um segundo tempo mais tranquilo e de maior perigo visitante. Ainda assim, a turma forasteira continuou com dificuldades em alcançar o último terço de forma produtiva.
Nenhuma das equipas conseguiu inaugurar o marcador e as amarras da inércia fizeram-se sentir até ao apito final, um momento de frustação para o Académico - que lutou arduamente até ao último momento para alcançar o triunfo. Tanto a turma de Viseu como a de Paços de Ferreira conquistam um ponto e continuam sem vencer nesta edição da II Liga.
O Árbitro
Márcio Torres apresentou uma exibição sólida no Estádio do Fontelo, sem grandes erros a apontar. Apesar do duelo ter adquirido, já perto da reta final, um clima mais aguerrido, com alguns duelos a serem registados, o juiz da partida soube ajuizar de forma acertada para manter o controlo do jogo. Nota para o lance entre André Clóvis e Tiago Ferreira, em que o avançado do Académico foi derrubado pelo central com uma cotovelada, mas a equipa de arbitragem nada assinalou.
Incidentes: O filme do jogo
Onze do Académico: Bruno Brígido, Rúben Pereira, Anthony Correia, Pedro Barcelos, Tomás Domingos, Luís Silva, Soufiane Messeguem, Igor Milioransa, Robinho, André Clóvis, Simão Silva
Onze do Paços de Ferreira: Marafona, Kauan Conceição, Tiago Ferreira, Gonçalo Cardoso, Leandro Dias, Francisco Ramos, Ivan Pavlic, Anilson, Ronaldo Lumungo, João Victor, Costinha
17': Paços de Ferreira com muitas dificuldades em impor o seu ritmo de jogo no duelo, que tem sido, para já, dominado pela equipa de Viseu!
27': Os dois conjuntos têm estado bastante apagados neste primeiro tempo, sendo que o Académico de Viseu têm demonstrado alguns argumentos que justifiquem uma ligeira superioridade. O Paços de Ferreira não tem conseguido ditar o seu estilo de jogo no duelo, com muitas dificuldades na saída com bola à maneira curta. O Académico tem controlado o ritmo de jogo sem grandes dificuldades, ainda que não tenham existido grandes oportunidades perigosas até agora.
Intervalo: Apesar do domínio claro por parte do Académico - quer em termos de posse de bola como no número de oportunidades -, nenhum dos conjuntos se está a exibir a um nível que justifique qualquer alteração no marcador. A equipa da casa tem controlado o ritmo de jogo sem dificuldades, mas estas aparecem quando alcançam os terrenos mais adiantados. Já o Paços de Ferreira não tem conseguido, de todo, impor o seu estilo no duelo e manteve-se, principalmente, com uma postura de contenção para não sofrer qualquer golo. Jogo pouco animado, com escassas oportunidades de perigo, e mantém-se o nulo no marcador.
71': Apesar das ligeiras melhorias em relação ao primeiro tempo, o ritmo de jogo continua bastante lento e a falta de oportunidades flagrantes mantém-se uma constante durante toda a segunda parte. O Paços de Ferreira conseguiu equilibrar a disputa, tendo mais posse de bola e algumas oportunidades diante da baliza contrária, mas o Académico manteve-se, ainda assim, superior. O resultado, porém, não sofreu qualquer alteração e o empate parece ser o desfecho provável deste apagado encontro.
Fim de Jogo: Um segundo tempo mais animado e com um número superior de oportunidades de perigo, mas que enalteceu as dificuldades demonstradas por ambos os conjuntos no ataque à profundidade e em momentos de finalização. O Paços de Ferreira conseguiu elevar o nível exibicional, em comparação com a primeira metade, e equilibrar a disputa, mas foi incapaz de ferir o Académico. Já a turma de Viseu manteve-se superior aos visitantes, mas foi bastante perdulária no último terço e não demonstrou qualidade suficiente para levar este duelo de vencida. O empate acaba por de adequar, considerando o perigo (ou a falta dele) produzido por ambas as equipas.
Melhor em campo: Tiago Ferreira (FCPF) foi, para a redação do zerozero, o melhor jogador em campo. Perante a superioridade do conjunto da casa, o experiente central foi o patrão da defesa dos Castores e foi essencial na tarefa de manter a linha defensiva coordenada e sempre atenta. Tiago Ferreira anotou uma sólida exibição, sem erros a apontar.


