Uma boa entrada foi suficiente para o Sporting se apresentar aos sócios, vencer o Submarino Amarelo por 1-0 e levar o Troféu Cinco Violinos para casa, mas a qualidade de jogo leonina foi decrescendo ao longo da partida - especialmente no ataque - e deixou alguns sinais de alerta.
Veja Também
- Sporting levanta o troféu Cinco Violinos no Jamor
- Maestro sempre a trincar e figuras desaparecidas: os destaques da apresentação do leão
No seu (teórico) maior teste de fogo desta pré-época, até ao momento, o Sporting recebia um Villarreal habituado a lutar pelas provas europeias em Espanha, mas com muitas novidades na construção do seu plantel para esta época. O plano inicial do Sporting era evidente ao olhar desarmado e aposta no jogo direto nas costas da defesa foi uma constante.
Tal trouxe frutos e foi dessa forma, com uma mão do central adversário, Willy Kambwala, que surgiu a grande penalidade, que inaugurou o marcador, pelo capitão Morten Hjulmand. Contudo, o golo madrugador também levou o Villarreal a mudar a atitude e a defender mais baixo, obrigando o Sporting a mudar um pouco a estratégia.
Aí, ficou mais exposta a dificuldade do Sporting construir entre linhas no último terço - algo que precisará no campeonato português -, apesar de terem deixado bons pormenores na construção a partir de trás e nas dinâmicas entre Trincão e Geny Catamo.
Na 2ª parte, o Villarreal impôs maior pressão, com várias mexidas nas alas e no ataque, e isso trouxe claras dificuldades de construção ao Sporting, que se foi mostrando mais incapaz de criar perigo. Como esperado, acabaram por surgir várias substituições, de parte a parte, mas tal não mudou muito as dinâmicas do jogo e continuou a faltar claramente intensidade ao jogo leonino, que ia deixando a desejar.
O Villarreal foi estando por cima, criou algum perigo, mas acabou a pecar no último terço. O Sporting acabou por vencer na apresentação aos adeptos, mas a qualidade de jogo deixou algo a desejar. Agora, vem aí a Supertaça.
O Ãrbitro
O árbitro Ricardo Baixinho teve uma exibição sóbria e tomou a decisão correta na grande penalidade a favor do Sporting, logo a abrir. Nada a apontar, mesmo sem ter o auxílio do VAR.
Incidentes: O filme do jogo
Onze do Sporting: João Virgínia, Iván Fresneda, Ousmane Diomande, Gonçalo Inácio, Matheus Reis, Hidemasa Morita, Morten Hjulmand, Geny Catamo, Pedro Gonçalves, Francisco Trincão, Conrad Harder
Onze do Villarreal: Luiz Júnior, Etta Eyong, Pau Navarro, Rafa Marín, Alfonso Pedraza, Willy Kambwala, Pape Gueye, Dani Parejo, Yéremy Pino, Gerard Moreno, Nicolas Pépé
8': GOLO Sporting: Morten Hjulmand marca de grande penalidade! Morten Hjulmand marca o seu 1º golo na prova (1 jogos)
Hjulmand bateu rasteiro, enganou Luiz Júnior e fez o primeiro da partida. Está feito o 1-023': O Sporting entrou com a clara estratégia de explorar as costas da defesa com passes altos e foi num desses movimentos que ganhou a grande penalidade do golo inaugural. Desde então, o Villarreal tem pressionado mais alto, mas os leões têm saído bem a partir de trás.
45 +4': O Sporting entrou bem e com uma clara estratégia, que tirou frutos e resultou no golo inaugural. Contudo, com a mudança de atitude do Villarreal, baixando a linha defensiva, mas pressionando mais alto, ficou exposta a dificuldade leonina de criar entre linhas, apesar de haver potencial na saída a partir de trás. Trincão é o maior dinamizador da equipa.
67': O Sporting não lidou bem com as substituições efetuadas pelo Villarreal ao intervalo, que começou a pressionar mais e mais alto, e tem vindo a mostrar-se menos capaz na construção a partir de trás. Os espanhóis têm estado por cima e ameaçam o golo.
Fim de Jogo: Jogo «assim-assim» do Sporting. Começaram bem, com estratégia planeada e que resultou, mas assim que o Villarreal mudou o seu plano, houve clara dependência de Trincão e Catamo. Foi uma exibição sempre a decrescer a nível qualitativo.
Homem do jogo: Francisco Trincão (SCP) foi, para a redação do zerozero, o melhor jogador em campo. A posição de médio ofensivo assenta que nem uma luva e claramente a equipa precisa da sua magia para criar no ataque. Faz a diferença neste papel.


