Que bela forma de começar as finais. Num jogo disputadíssimo do primeiro ao último minuto, o Benfica entrou mais forte e levou a melhor sobre o rival FC Porto, vencendo por 95-94 no jogo 1 das finais da Liga Betclic.
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Depois de uma longa e dura temporada, começavam as grandes decisões, com o Benfica, tricampeão nacional, a receber o rival FC Porto, no Pavilhão Fidelidade, para o jogo 1 das finais dos play-offs da Liga Betclic.
O ambiente era de festa e o pavilhão, apesar de longe de lotado, estava bem composto, com direito a algumas dezenas de adeptos portistas. Dentro da quadra, o Benfica começou a partida com uma equipa maior e tinha a clara estratégia de explorar o jogo interior, tanto pelos bases, como postes, o que potenciou nomes como Ben Romdhane nos primeiros minutos. O FC Porto, por sua vez, apostava mais no tiro exterior e a na exploração do bloqueio direto com Phil Fayne, embora os triplos tenham tardado a cair.
Por forma a contrariar essa aposta encarnada, Fernando Sá deu mais centímetros à equipa com a entrada de Marble e Gonçalo Delgado e o poste luso acabou a fazer a diferença na ponta final, quando a turma azul e branca começou a explorá-lo no jogo interior. Aí, o FC Porto tirou faltas, alguns dividendos e terminou o 1º período a vencer por 26-27.
No arranque do 2º período, vimos várias trocas de liderança. O Benfica estava mais coletivo, ao passo que, no FC Porto, Max Landis ia alimentando a sua equipa (18 pontos ao intervalo, máximo de jogo). Contudo, a intensidade e agressividade defensiva começou a aumentar - chegaram ambas cedo ao bónus - e, aí, numa primeira fase, o Benfica ganhou vantagem, por ter melhorado na luta pelas tabelas. O FC Porto, no entanto, foi explorando mais a linha de lance livre (15 tentativas, contra 6 do Benfica) e deixou tudo próximo, apesar das águias terem passado para a liderança ao intervalo (49-48).

O arranque de 2ª parte foi algo atribulado, com bastantes turnovers, o que deixou o jogo ligeiramente partido e fácil para a transição. O Benfica aproveitou essa fase e começou a distanciar-se, até porque faltava claramente ajuda ofensiva a Max Landis, do outro lado - Toney Douglas, por exemplo, fez os seus primeiros pontos do jogo a quatro minutos do fim do 3º período. Isto permitiu aos tricampeões nacionais lançar-se na partida e conseguir a maior vantagem até então (10 pontos, a dois minutos do fim do período).
Essa fase de maior fulgor permitiu ao Benfica chegar ao 4º e último período na frente (74-68), mas faltavam jogar 10 minutos. Entre o arranjo de uma tabela e lances em análise pelo VAR, o arranque do 4º período foi algo lento e quem melhor aproveitou isso foi o FC Porto, que se foi aproximando, obrigando Norberto Alves a pedir desconto de tempo. Perante isto, o Benfica tentou acalmar as suas posses ofensivas, mas cometeu demasiadas faltas - incluindo técnicas -, do outro lado, e os dragões aproveitaram para se manter no jogo.
Estava tudo em aberto na entrada para os últimos quatro minutos e os nervos começavam a sentir-se nas bancadas, embora os adeptos tentassem ajudar dos dois lados. O Benfica estava mais coletivo e a demonstrar o peso da sua profundidade, mas Max Landis não parava de carregar a equipa às costas e ninguém dava o jogo por perdido. No entanto, o peso do campeão foi maior e o Benfica levou mesmo a melhor neste jogo 1, por 95-94.
O jogo 2 está agendado para a próxima terça-feira, 10 de junho, novamente no Pavilhão Fidelidade, antes da final se mudar para o Porto.




