34 anos depois, o OC Barcelos volta a ser campeão europeu. Os minhotos bateram o FC Porto numa final espetacular decidida apenas nas grandes penalidades. A equipa de Rui Neto esteve a perder, mas teve a capacidade de sofrer e ganhar nas grandes penalidades, onde marcou duas e os dragões não conseguiram marcar.
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Um show imersivo, um festival desportivo sem igual, um jogo de loucos, um ambiente jamais visto. Bancadas a rebentar pelas costuras, adeptos do hóquei, que viveram cada jogada como se estivessem lá dentro, empolgaram uma verdadeira final.

O FC Porto entrou melhor, com vontade de decidir cedo, mas o ritmo alto acabou por ser prejudicial para os dragões. A equipa de Rui Neto esteve muito forte a defender e ficou confortável com o facto do FC Porto tentar acelerar a partida.
Rotação madrasta
Com tanto calor nas bancadas, os treinadores foram obrigados a fazer uma gestão mais cuidada, de forma a não levar os jogadores à exaustão. O OC Barcelos foi o primeiro a ter o arrojo de fazer uma rotação maior e o FC Porto aproveitou.
Carlo di Benedetto marcou quando Rui Neto tinha deixado os jogadores com mais rotina a descansar. O FC Porto tinha conseguido o mais difícil, mas Conti Acevedo não deixou que o resultado fugisse.
Os minhotos tiveram a capacidade de sofrer e sentiram que em algum momento os dragões iam quebrar.
Pouca frescura e muita crença
O FC Porto sentiu na segunda parte as dificuldades de rodar com menos jogadores, além do período em que esteve a jogar com menos um jogador, momento que ditou o golo do OC Barcelos.

A Power-Play feito pela equipa de Rui Neto foi perfeito e o OC Barcelos ganhou o embalo perfeito para o resto do jogo.
Os minhotos passaram a ser mais audazes, a criar mais perigo e a chegar com grande velocidade à área portista. No último minuto do jogo, Miguel Rocha teve oportunidade de dar a festa aos seus adeptos, mas Malián defendeu o livre direto e houve prolongamento.
No tempo extra, o FC Porto, depois de ter sobrevivido ao tempo em que esteve com menos um jogador, foi mais perigoso, mas Conti Acevedo bloqueou todas as tentativas portistas. Nas grandes penalidades o arquero argentino voltou a mostrar-se enorme, defendendo tudo, enquanto os Galos marcaram por Pedro Silva e Luís Querido.
Depois foi a explosão, algo absolutamente fora do comum, com os adeptos a celebraram o segundo título da Champions para o clube de Barcelos.





