Vai ser mais uma final europeia a falar-se português. O OC Barcelos venceu o Noia por 3-1 e está na final da WSE Champions League 23 anos depois. A última vez tinha sido em 2002.
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Um vira minhoto, uma espécie de arraial montado dentro do Centro de Congressos e Desportos de Matosinhos. Muita gente de Barcelos, surpreendentemente, uma pequena multidão também veio de Sant Sadurní D'Anoia. O jogo ainda não tinha começado e era o delírio nas bancadas.
Se o ambiente fora da pista esteve sempre a escaldar, lá dentro, os artistas, mostraram-se a grande nível. O ritmo do jogo foi muito alto, tal como o nível de concentração dos guarda-redes. Blai Roca e Conti Acevedo tiveram muito trabalho, durante os primeiros minutos de jogo e só por esse motivo é o que o resultado não mexeu.

Os treinadores quiseram ajustar ideias e estratégias de jogo, de forma a tentar abrir a dinâmica do desafio, mas os dois guarda-redes não alinharam na conversa e empate não se desfez.
Bolas paradas desbloqueiam
No meio de tanta incerteza e algo medo, na forma como poderiam ferir melhor o adversário e chegar com perigo às duas balizas, o Noia entrou melhor na segunda parte, mas o OC Barcelos rapidamente acertou as ideias e foi montando uma teia para chegar à baliza de Blai Roca.
Miguel Rocha, quem mais, foi o obreiro da eficácia minhota. O jogador consegui colocar o OC Barcelos na frente, mas o segundo golo - uma obra de arte coletiva - marcado por Danilo Rampulla que deu segurança à equipa de Rui Neto.

O Noia agitou o jogo com uma pressão mais alta e uma capacidade mais singular e direta de chegar à baliza de Conti Acevedo, mas o argentino tinha trazido a capa de herói.
Apesar de ter reduzido o resultado por Ivan Morales - que será jogador do OC Barcelos na próxima época -, o Noia sentiu o ritmo alto dos minhotos, sofreu o terceiro golo e não mais recuperou.
O OC Barcelos vai voltar a jogar uma final da WSE Champions League, 22 anos depois da última vez. Será a segunda final entre as duas equipas esta temporada, depois de já terem jogado a final da Supertaça António Livramento, prova que ganha pelos minhotos.


