O começo fez tremer a águia, mas não alterou a rota do voo. Graças ao triunfo (6-3) diante do Leões de Porto Salvo, o Benfica garantiu a presença na final da Taça de Portugal 2024/25.
Antes da primeira mexida no cronómetro, já se podia perspetivar o equilíbrio que a partida acabou por evidenciar: esta época, em embates entre Benfica e Leões, os encarnados venceram um - pela margem mínima - e empataram outro. Sempre ela por ela.
Tirar partido
Assim sendo, era preciso traduzir as melhores fases em golos. O Benfica até entrou ligeiramente melhor, a rondar a área adversária e a tentar rematar, mas sempre sem grande perigo. Quando foi a vez do Leões de Porto Salvo, o golo chegou.
Anderson Fortes foi o motor da revolução: deu atrevimento e confiança à equipa. A recompensa chegou pouco depois: o jovem angolano recuperou, avançou e bombeou a baliza encarnada. Ativo aberto com grande classe.
O Leões capitalizou ao máximo o momento positivo e engordou a vantagem. Ré aproveitou os facilitismos provenientes do erro de Gugiel para fazer o segundo tento e o terceiro só não se confirmou por centímetros, quando Rúben Teixeira atirou com estrondo ao poste.
Na fase onde recuperou a batuta, o Benfica meteu o pé no acelerador e empatou o marcador. Em dois minutos, Diego Nunes e Carlos Monteiro construíram nova igualdade, num bom envolvimento ofensivo e num ataque rápido, respetivamente.
Após dez minutos loucos, o ritmo decaiu. Ré foi expulso num lance caricato - pediu penálti e viu amarelo por protestos; o Leões pediu revisão, os árbitros concederam... e expulsaram o jogador, por agressão descortinada - e o Benfica assumiu a posse, ainda que pouco ofensiva.
Confirmar favoritismo
O golo de Diego Nunes - na sequência de uma reposição lateral ao soar da buzina - ditou o rumo dos acontecimentos para a segunda parte. Os encarnados não só passaram para a frente do marcador pela primeira vez, como foram melhores daí em diante.
Nesse sentido, a superioridade da formação da Luz foi evidente e os golos apareceram com naturalidade. Com mérito, descolaram de vez no marcador.
Higor e Chishkala, em processos simples, eficazes e bonitos - trabalho de pivot categórico no primeiro e uma tabela no segundo -, deram tranquilidade às águias, que souberam gerir os ritmos do encontro e não permitiram grandes sobressaltos daí em diante, mesmo com as quatro faltas somadas numa fase precoce.
Com guarda-redes avançado, o conjunto verde marcou e viu o adversário marcar. Até ao final, o marcador mexeu, mas nunca colocou em causa o vencedor do encontro.
Deste modo, o Benfica tem encontro marcado com o Sporting na grande final de domingo.






