Depois do primeiro troféu da história do clube no futsal, o SC Braga não precisou de muito tempo para acrescentar um segundo. Detentor da Taça de Portugal, o conjunto bracarense venceu, este sábado, a Supertaça 2024. Na Póvoa de Varzim, a equipa minhota bateu o Sporting por 1-2, num jogo onde triunfou a eficácia.
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Bancadas cheias de cor e ótimo ambiente na Póvoa de Varzim, vida que também passou para dentro da quadra. Os primeiros 20 minutos foram de grande animação, com duas equipas capazes de criar muitas ocasiões para golo.
Entre falta de acerto e exibições de altíssimo nível por parte dos guarda-redes, Dudu e Henrique Rafagnin, o nulo prevaleceu durante largos minutos. O ritmo esteve sempre no nível mais elevado, inclusive nas disputas. Cada lance foi discutido como se fosse o último e isso também levou a que muitas faltas fossem acumuladas durante a primeira metade da partida.
Com o avançar do relógio, o Sporting criou algum ascendente na partida e começou a criar mais e melhores ocasiões do que o SC Braga, sobretudo nos derradeiros minutos da etapa inaugural. Tinha que o fazer, de resto, tendo em conta que um livre direto de Ygor Mota abriu o ativo em cima do quarto de hora.
A vantagem arsenalista durou, no entanto, muito pouco tempo. Numa das várias disputas intensas com os fixos contrários (muitas vezes a roçar o limiar da falta), Zicky Té conseguiu rodar sobre Tiago Sousa e rematar colocado para um grande golo. O empate galvanizou os leões, que dominaram até ao intervalo, mas esbarraram frequentemente na parede Dudu.
Falta de eficácia penalizou o leão
As estratégias não mudaram muito para a segunda metade. As duas equipas continuaram a pressionar alto e a forçar recuperações em zonas promissoras, mas a eficácia na finalização continuou baixa e sempre por culpa dos guarda-redes.
Ainda nos primeiros minutos, Joel Rocha procurou surpreender e colocou o 5x4+GR em prática, com Rafael Henmi como guarda-redes avançado. Depois de uma boa oportunidade que Hugo Neves não conseguiu converter, Ygor Mota complicou sem guarda-redes na baliza e só não pagou caro por isso porque o remate de Taynan esbarrou na trave. Dois a zero para os ferros no duelo individual com o cazaque, que já tinha feito a bola beijar o poste na primeira parte.
O Sporting continuou a capitalizar no ascendente trazido da primeira metade, mas os ditados raramente falham e quem não marca, sofre. Depois de vários lances que terminaram quase sempre em defesa de Dudu, Tiago Brito deu a pitada de eficácia que colocou os arsenalistas em vantagem, a dez minutos do final.
Daí até ao final, os tetracampeões nacionais foram atrás do prejuízo e continuaram mais próximos da baliza contrária, mas a defesa bracarense manteve-se intransponível. Num dos primeiros lances em 5x4+GR, Merlim enviou mais uma bola ao ferro e apesar das várias tentativas até ao último segundo, o Sporting não conseguiu encontrar o caminho para o golo.
Mais eficaz do que o Sporting, que se superiorizou no volume de oportunidades, sobretudo na segunda metade, o SC Braga leva para o Minho a primeira Supertaça da história do clube. Tiago Brito, capitão arsenalista, foi herói na Póvoa de Varzim com o golo do triunfo, mas Dudu foi a muralha que o Sporting nunca conseguiu - não foi por falta de tentativas - transpor.





