Continuam bem afinadas as cordas do campeão nacional, que regressou a Alvalade com uma vitória por 3-0 sobre o Athletic Bilbao e assim levantou o Troféu Cinco Violinos pela nona vez em 11 edições.
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Foi uma tarde de sábado que dificilmente poderia deixar mais satisfeitos os adeptos do Sporting. Frente ao detentor da Copa del Rey, já depois da emocionante despedida de Coates, a equipa de Rúben Amorim mostrou-se quase sempre superior e um extenso leque de caminhos para a baliza. Destacou-se algum sangue novo, mas os golos foram partilhados pelos do costume.
Caras novas, mas os mesmos protagonistas
Além de significar a entrada na nova temporada, o regresso do leão a Alvalade simbolizou também o fim de uma era. Seba Coates, bastião da linha defensiva do Sporting durante os últimos oito anos e meio, esteve no relvado para uma despedida carregada de emoções, numa altura em que já é oficial o seu regresso ao Uruguai. Antes de sair das quatro linhas, foi o patrón que entregou a braçadeira a Morten Hjulmand, o novo capitão.

O sangue novo merecia a atenção das bancadas e teve até impacto no primeiro golo do jogo, embora esse momento tenha tido as caras do costume como protagonistas: Viktor Gyökeres foi lançado na profundidade e serviu Pedro Gonçalves, que teve o habitual o brio na finalização. Foi uma boa entrada do leão, que ainda viu o seu outro reforço, Kovacevic, defender a única investida de Iñaki Williams.
Quendamania conquistou Alvalade
Já destacámos nesta crónica a primeira intervenção de Geovany Quenda, mas esse lance, por si só, não resume o nível da exibição que o jovem de 17 anos fez na sua estreia.

As bancadas já se mostravam encantadas com a exibição, mesmo sem a expectativa de um eventual lance de golo, mas Quenda revelava ambição nesse departamento... E que perto ficou! Aos 33´ atirou à trave, imediatamente após Gonçalo Inácio ter feito o mesmo, e aos 40´ganhou a corrida a uma bola solta e bateu Padilla na finalização, num lance que só não deu golo porque Yeray Lopéz limpou em cima da linha.
Foi um dos melhores em campo enquanto houve gás. Na segunda parte, o cansaço notou-se e levou-o, sem surpresas, à substituição.
Marcador cresceu no fim
Chegou-se a notar algum ascendente basco no fim da primeira parte. Na segunda - já com o segundo equipamento leonino -, os comandados de Ernesto Valverde tentaram dar continuidade a isso, mas nem sempre conseguiram. A forte disputa pelo controlo do jogo acabou por gerar exatamente o oposto, com um futebol mais partido e de constantes transições de ambas as partes.

A vantagem de apenas um golo poderia até significar o risco de um desgosto final, mas nada disso fazia parte dos planos do Sporting, que aos 80 minutos duplicou a vantagem e três minutos depois fez o 3-0. O primeiro foi um encosto de Edwards, depois de um brilhante trabalho de Bragança na condução, e o segundo foi de Francisco Trincão, após bom trabalho de Rodrigo Ribeiro e o recém-lançado Mateus Fernandes. Matheus Reis fez ambas as assistências.
Apesar da emoção que marcou o início da tarde, foi com sorrisos, e com um troféu na mão do novo capitão, que a apresentação do Sporting 2024/25 terminou. Excelentes sinais para uma temporada de evidente ambição...










