Tanto medo se sentiu contra a Eslovénia, tanta confiança havia desta vez e tudo saiu trocado. Portugal está fora do Euro num jogo onde quis e foi melhor do que a França. Não chegou, porque, desta vez, os penáltis caíram para o outro lado. João Félix acertou no poste, Diogo Costa não conseguiu defender nenhum e a prestação lusa fica por aqui.
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Fora um momento tremido quando entrou Dembelé, a seleção lusa, que se manteve igual ao jogo contra a Eslovénia, dominou e teve excelentes oportunidades para marcar. Voltou a não sofrer (terceiro jogo com este onze, terceira vez sem encaixar golos), só que tornou a ser perdulária quando teve hipótese.
Sabe a pouco, no fim das contas. Mas não deixou de ser isso mesmo: o fim.
Uma hora que tinha que ter golo
Amarrada, qual final, a partida começou com ascendentes moderados. Aos primeiros minutos franceses, Portugal respondeu com largo domínio com bola. Com exceção de uma meia distância de Theo Hernández parada por Diogo Costa e de uma arrancada do discreto Mbappé, em minutos seguidos a meio da primeira parte, não se sentiu que fosse uma França capaz de incomodar.

Sobre Cristiano, um apontamento claro: se, no jogo anterior até um livre lateral marcou para tentar fazer golo, desta vez até um frontal deixou para Bruno Fernandes bater (ao lado), num exemplo do que foi um jogo bem mais coletivo por parte do capitão. Como deve ser.
Os espaços surgiram finalmente na abertura da segunda parte. À hora de jogo, três excelentes hipóteses de marcar, uma por Bruno (passe fantástico de Cancelo), outra por Vitinha e ainda pelo próprio Cancelo. Um par de minutos que teve tudo para resultar, mas não resultou.
Mudanças que melhoraram

Foi a vez de Martínez mexer, com Conceição e Semedo a refrescarem o lado direito, e rapidamente voltou a haver domínio de Portugal. Sem Bruno Fernandes, passou Bernardo Silva para o meio e as ideias refrescaram.
Até ao prolongamento, pouco se registou em termos ofensivos. Mais bola para Portugal, saídas pouco conseguidas pela França (Palhinha viu amarelo a travar uma dessas e sairia aos 90 para dar lugar a Rúben Neves).

Depois, os penáltis...









