Na segunda jornada da Liga dos Campeões, após o desair em Barcelona, apareciam novos ares de esperança. Na receção ao Rosengard, o Benfica venceu por 1-0, com um golo solitário de Kika Nazareth (outra vez ela) e somou os primeiros pontos na competição.
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Filipa Patão acabou por surpreender com uma alteração tática sonante, com as águias a alinhar em 3x4x3. Com Lúcia Alves mais adiantada no terreno, a atuar como ala direita, e Andrea Falcón na ala esquerda, foi por aqui que a estratégia passou.
Prometeu muito, mas pouco entregou
O Rosengard foi antevisto como um dos adversários mais acessíveis do grupo e, depois da derrota pesada em Barcelona, o Benfica tinha esse obejtivo em mente: o de vencer, como Filipa Patão vincou.
Como já referimos, a estratégia encarnada passou pelo ataque pelas alas. Andrea Falcón e Lúcia Alves foram as jogadoras que mais se deram ao jogo na primeira parte, ainda que sem grande solução na frente.
Poucas oportunidades claras de golo foram criadas, com alguma falta de clarividência no último terço por parte de Jéssica Silva e Marie Alidou.
Apesar dos erros suecos - que, muitas vezes, acabavam em recuperações de bola do Benfica -, o Rosengard cresceu paulatinamente nos primeiros 45 minutos. Lena Pauels não teve grande trabalho, mas o trio defensivo benfiquista ainda teve de travar Olivia Schough e Mai Kadowaki um punhado de vezes, já perto do intervalo.
E lá cumpriu com o que prometeu
Mudanças na tática no recomeço do encontro revitalizaram o Benfica. Até deu a parecer que existia mais entrosamento em campo.
O futebol começou a fluir no Seixal. Marie Alidou ainda tentou abrir as hostes, mas Angel Mukasa não ficou surpresa e defendeu, mas quem não conseguiu parar? Kika Nazareth.
A jogada foi desenrolada por Jéssica Silva e, após uma perda mínima de bola, apareceu a «suspeita do costume» - porque, claramente, já se pode tratar assim - a rematar cruzado para fazer o primeiro golo do Benfica nesta edição da Liga dos Campeões.
Até final, Lena Pauels ainda foi uma das grandes figuras do jogo. Mai Kadowaki e Bea Sprung tentaram de tudo em apenas um só lance e a guardiã alemã não fez por menos.
A vitória. Os primeiros três pontos. A vontade de sonhar alto na Liga dos Campeões feminina vive no Benfica.





