A crónica desta partida podia-se focar na expulsão de Gyokeres. Podia-se dizer que o Sporting jogou mais de 90 minutos com dez jogadores e, mesmo assim, esteve a vencer até tarde e tal...Era válido, mas não vai ser assim. Vai focar-se em duas coisas que, na opinião de quem escreve, foram igualmente importantes para o empate (1-1) entre a equipa portuguesa e o Rakow. Uma delas veio por opção de Rúben Amorim e a segunda num erro absurdo dos leões, que ditou mesmo o golo da igualdade.
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Antes de se mergulhar no jogo, é importante fazer uma pausa. Gyokeres já convenceu os adeptos do Sporting e até quem segue o futebol português, isso é certo e não está em causa. Ainda assim, o sueco é um jogador que, por vezes, é agressivo na pressão que faz. Daí os cartões amarelos que vai vendo. Neste jogo complicou muito a vida aos leões ao ser muito imprudente. Pisou um adversário e, com a ajuda do VAR, acabou por ser bem expulso logo aos cinco minutos.
Expulsão e uma mudança estranha

A ideia de jogo do leão ajustou-se, mas não mudou nos 20 minutos seguintes ao golo. A equipa de Rúben Amorim trabalhava a bola sempre em apoios, com passes curtos e a anulava a imensa pressão do adversário. Essa forma de jogar, com algum risco diga-se, fazia com que o Sporting conseguisse encontrar espaços, especialmente quando a bola rodava de flanco a flanco.
Por volta dos 30 minutos, já depois de Edwards ter ficado perto do 0-2, a transmissão televisiva mostrou uma imagem do banco português. Nesse momento, por coincidência, viu-se Amorim dizer a Franco Israel para bater longo um pontapé de baliza. Essa indicação não foi singular, foi uma mudança vinculativa da forma de sair da equipa e isso fez mudar o rumo dos acontecimentos. Talvez o técnico dos leões estivesse a ficar preocupado com o desgaste que o jogo apoiado pudesse causar, mas o que se viu foi o Rakow a crescer. Entre os 32 e os 40 minutos foram três claras oportunidades de golo para os da casa.
Esta foi a tal primeira situação que se falou na introdução.
No que estavam os leões a pensar??

Agora é altura de se falar da «segunda situação» e do momento em que o Sporting teve o seu «amadorismo», aos 78 minutos. Livre para os leões a meio do meio-campo, perceba, A MEIO DO MEIO-CAMPO. Por alguma razão, Diomandé e Coates subiram à área e como é que a bola parada foi marcada? curta. Pois bem, o Rakow recuperou a bola (passe sem nexo de Esgaio), aproveitou a descompensação da defesa e fez o 1-1...inacreditável. O que terá dito Amorim aos jogadores?
Depois disso veio a pior fase dos leões, os últimos dez minutos. Houve um golo anulado, bolas pelo chão, pelo ar e até remates de longe. O Sporting aguentou e até aproveitou o empate da Atalanta com o Sturm Graz para não perder terreno no grupo.
Agora fica a dúvida: empatar fora nas competições europeias, jogando com 10, é um bom resultado? Não se pode dizer que não é, mas empatar por causa daquele golo? Desnecessário.






