Sábado à noite e, mesmo assim, o calor fez mais do que se sentir no Algarve. Em Faro, foi dia de jogo entre Farense e Sporting. O calafrio ficou reservado aos comandados de José Mota, enquanto a boa brisa acabou destinada à equipa de Rúben Amorim.
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Foi apenas uma a alteração promovida no onze dos leões de Faro - com Marco Matias a render Rui Costa -, enquanto os leões de Alvade mexeram, igualmente, em apenas uma peça do tabuleiro, com Viktor Gyokeres a entrar para o lugar de Paulinho.
Contrariedades sucessivas
O ascendente verde e branco era notório, apesar da contrariedade sofrida nos minutos iniciais: Coates teve de ser substituído por lesão. Mudança na defesa com Matheus Reis a assumir o lado esquerdo da defesa e Gonçalo Inácio no momento. A partir daqui, cresceu o Farense.
No entanto, não foi preciso muito para a sorte sorrir ao Sporting. Gyokeres arrancou pela esquerda e cruzou atrasado, com Pote a surgir para o remate. Gonçalo Silva impediu o golo com o braço, quando até tinha o guarda-redes em relativa boa posição. O nórdico converteu a grande penalidade assinalada e o central dos leões de Faro teve de se dirigir mais cedo para os balneários. Um pesadelo para Mota.
Até ao intervalo, as dificuldades farenses em ter a bola eram mais do que naturais. Tentavam lutar contra a suposta naturalidade dos factos, Pote até sacou um coelho na cartola, com um golaço de fora de área, mas não sabia que, daí a segundos, Mattheus Oliveira iria fazer o mesmo. A luta dos algarvios continuava, até porque cresceram de tal forma que quase dava a entender que nem estavam com menos um elemento em campo.
Ritmo frenético frente a uma defesa imponente
Duas palavras servem para resumir o que desenrolou nos minutos iniciais da segunda parte: Mattheus Oliveira. Que jogo, caro leitor. Golo na primeira parte, golo na segunda e uma exibição de gala.
Acreditamos que já tenha sido perceptível: com menos um elemento, o Farense deu o tudo por tudo e conseguiu chegar ao empate.
Mesmo com a entrada de Paulinho ao intervalo, para se juntar a Gyokeres na frente, o Sporting não conseguiu desfazer a muralha branca defensiva do emblema algarvio. A insistência era grande. Geny Catamo também tentou ajudar, mas parecia não haver forma ou feitio da bola chegar à baliza de Ricardo Velho - e, quando chegava, o guarda-redes voava na defesa.
Na fase final do encontro, jogava-se mais com o coração do que com a razão. Tanto que, nos minutos finais, a grande penalidade assinalada a favor do Sporting levantou vários ânimos. Mesmo assim, Gyokeres bisou e deu uma última esperança ao Sporting de levar os três pontos na viagem.
E assim foi. Entre leões, o rugido mais forte foi mesmo o do leão de Alvalade (apesar de grande réplica do leão de Faro).









