Duas lutas distintas no mesmo jogo da 31ª jornada da Premier League. O Arsenal, que queria manter a distância pontual do Manchester City no topo da tabela, e o West Ham, que queria fugir aos lugares de descida, defrontaram-se num duelo de emoções fortes. Depois de estar a vencer por 0-2, o Arsenal permitiu o empate (2-2) e tropeçou pela segunda jornada consecutiva.
Os gunners entraram a todo o gás. Com mais bola perto da área adversária, houve qualidade, confiança e, sobretudo, eficácia. Gabriel Jesus e Martin Odegaard concluíram da melhor forma duas belas jogadas coletivas e permitiram ao Arsenal ganhar uma vantagem confortável. Não estava, mas tudo parecia perto de ficar resolvido pela meia hora. Contudo, nessa altura, o jogo mudou.
De forma não tão rendilhada - em esticões para a frente, dando uso aos confrontos físicos e à velocidade dos homens do ataque -, o West Ham ganhou uma nova vida e estremeceu com os comandados de Arteta. Partey perdeu a posse em zona proibida e «obrigou» Gabriel Magalhães a ceder uma grande penalidade, convertida por Benrahma. Já no segundo tempo, com a mesma toada e depois de Saka falhar uma grande penalidade, Bowen aproveitou um «balão» de Kehrer para empatar o marcador.
Do segundo golo dos da casa até ao final, a partida foi dividida. Antonio cabeceou ao ferro da baliza de Ramsdale e Saka dispôs de duas chances onde podia ter feito mais. O que é certo é que as redes não voltaram a abanar e o empate verificou-se até ao apito final.
Com este resultado, o Arsenal está quatro pontos à frente do Manchester City, que tem um jogo a menos. Por outro lado, o West Ham está quatro pontos acima da zona de despromoção.


