Vitória absolutamente fundamental para o Marítimo. Os comandados de José Gomes venceram o Estoril nos Barreiros (1-0) e somaram a segunda vitória em três jogos - a terceira no campeonato - estando cada vez mais próximos da zona segura, longe da aflição.
Veja Também
Um golo de Renê Santos ao minuto três fez a diferença numa partida marcada pela ineficácia estorilista e por dois excelentes arranques maritimistas: um no primeiro tempo e outro no segundo. Os forasteiros, por sua vez, voltaram a evidenciar alguma inconstância exibicional, tendo somado a terceira derrota nos últimos quatro jogos.
Olhos na baliza
Depois da derrota pesada em Vizela, José Gomes mexeu uma peça em cada setor da equipa - entrou Renê Santos, Val, Percy Liza, Moreno e Makaridze -, enquanto Nélson Veríssimo decidiu fazer duas alterações no 11: entrou Ndiaye e a Lea Siliki.

No que diz respeito ao jogo, os verde-rubros entraram a todo gás e desbloquearam o marcador na primeira grande oportunidade da partida: na sequência de um canto curto, Pablo Moreno - sempre muito agitado no ataque maritimista - pausou, colocou Erison desnorteado, e cruzou - de pé esquerdo - para a cabeça de Renê Santos, que não facilitou na cara de Figueira.
Os estorilistas, apesar do adormecimento inicial, acordaram e transportaram perigo imediato para a baliza do «estreante» Makaridze. Léa-Siliki foi o primeiro a aquece, e João Carvalho, ao minuto 29, quase gelou os maritimistas com um remate fora de área que levava selo de golo.
Ainda assim, importa destacar a organização defensiva e atitude super-competitiva do Marítimo. De resto, José Gomes urgia três pontos e - a nível estratégico - a teia foi bem montada para desinibir alguns dos melhores criativos do lado contrário.
Paciência (e falta dela)

Uns com muita, outros com pouca. Que o diga João Afonso. O Marítimo voltou a arrancar com o ascendente - Xadas e Vítor Costa estiveram perto do segundo -, mas... João Afonso estragou os planos.
O médio maritimista empurrou João Carvalho - lance completamente desnecessário onde nem devia se ter intrometido - e acabou expulso, depois de levar o segundo amarelo. Saliente-se, o brasileiro tinha levado o primeiro amarelo três minutos antes...
Depois, Estoril e ineficácia de mãos dadas. A entrada em falso até acabou por ser moralizada com a prenda de João Afonso, mas o desperdício foi por demais evidente. Tiago Gouveia falhou na cara do guardião maritimista, Benchimol cabeceou ao lado e a impaciência marcou os 20 minutos finais da partida.





