De forma tão brilhante quanto incontestável, o Barcelona deu mostras do crescimento que tem protagonizado ao longo da temporada e derrubou o velho rival Real Madrid por 3-1. Num autêntico carrossel futebolístico montado por Xavi, os merengues mostraram-se sempre muito apáticos e sem soluções para travar o poderio catalão e viram os blaugrana festejar junto da falange asiática do clube.
Seguro e conciso na postura com que abordou o sempre escaldante confronto com o velho rival, o Barcelona soube sempre ser melhor equipa que o Real Madrid. Assente no já habitual jogo de apoios, o futebol rendilhado da equipa de Xavi trouxe os primeiros problemas para a baliza de Courtois ainda antes do quarto de hora e pelo mesmo protagonista, Lewandowski. Inicialmente com um leve toque de cabeça e depois num remate detido de forma brilhante, o internacional polaco deixou uma pequena amostra do que se seguiria.
Benzema respondeu na melhor ocasião dos merengues da etapa, na única jogada organizada em toda a primeira parte. A imagem merengue era pálida e ainda mais pálida ficou, quando o Barça confirmou a expetativa gerada nos primeiros minutos. No primeiro capítulo da sociedade Gavi-Lewandowski, coube ao avançado culé servir de forma açucarada o remata na passada do jovem prodígio espanhol.
O resultado parecia fixado até ao refresco de ideias que o campeão espanhol precisava, contudo voltou a surgir a dupla já citada, novamente a grande nível, desta vez com direito a inversão de papéis. Gavi foi lançado no espaço, cruzando para o coração da área, onde apareceu Lewandowski a confirmar a dupla vantagem culé.
Reação ficou em blanco
Para a segunda parte, Ancelotti procurou na imprevisibilidade de Rodrygo outro tipo de argumentos, mas a reação merengue não chegou a sair do balneário. O Barça continuou a pautar o jogo a seu bel-prazer e gerou mesmo as melhores ocasiões. Dembelé e Lewandowski, em dois lances semelhantes na cara de Courtois, só não festejaram porque o guardião belga mostrou-se num nível superior à restante equipa blanca.
O bom futebol culé ainda deu direito a mais um bom desenho ofensivo, que deu direito a contornos de goleada. Lewandowski e Gavi voltaram a entender-se às mil-maravilhas, com o internacional espanhol a somar a segunda assistência na partida para a entrada triunfal de Pedri que encerrou a questão, apesar do golo tardio anotado pelo inevitável Benzema.
No final, a festa foi azul-grená, naquela que foi a 14ª Supertaça de Espanha que segue para as vitrines de Camp Nou.


