O tapete de Mehdi Taremi bateu no escudo do Capitão América. Ao oitavo minuto do tempo de compensação, o atacante do Irão preparava-se para finalizar já na fase de desespero, antes de sentir uma mão no ombro e cair. Foi, simbolicamente, a queda persa neste Mundial do Catar, o tentáculo repressivo dos EUA num relvado de futebol.
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Carlos Queiroz e Mehdi Taremi ficam por aqui e o Irão continua a não ser capaz de se qualificar para os oitavos-de-final. O sonho americano prossegue no Médio Oriente, fruto de um golo absolutamente decisivo de Christian Pulisic, a confirmar um primeiro tempo de grande nível dos norte-americanos.
O Tio Sam tirou o tapete dos pés de Taremi, o avançado do FC Porto volta à Invicta mais cedo. Na verdade, por tudo o que fez no torneio, Mehdi merecia mais.
O burocrata Adams e o incansável Dest
No anterior jogo contra o País de Gales, o Irão mostrara a melhor face. Não foi assim contra os Estados Unidos, mormente no primeiro tempo. Conduzidos pela mestria do burocrata Tyler Adams - que médio extraordinário! -, os EUA mandaram no ritmo, foram inteligentes na pressão média/alta e tiveram um inesgotável Sergiño Dest a fazer todo o corredor direito. Para Xavi Hernandez ver.
Carlos Queiroz despede-se do seu 4.º Mundial - o seu histórico na competição:
13 jogos
3 vitórias
4 empates
6 derrotas
14 golos marcados
14 golos sofridos
Passou uma vez aos oitavos (🇵🇹 2010)#Qatar2022 #FIFAWorldCup #IRN #USA #MundialnaSportTv pic.twitter.com/KYvjhaCT7K
— playmakerstats (@playmaker_PT) November 29, 2022
Foi, de resto, o lateral direito cedido pelo Barcelona ao Milan a servir Christian Pulisic para o desenho decisivo do jogo. Um desenho perfeito: passe longo de McKennie para a direita, assistência de Dest com a cabeça e entrada fulgurante de Pulisic para o definitivo 1-0.
Até aí, Taremi parecera menos fresco fisicamente e mais distante das zonas que adora. Queiroz corrigiu posicionamentos ao intervalo, o Irão subiu as linhas, foi mais incómodo, mas a maturidade mantida pelos EUA foi impressionante.
Timothy Weah começa a ser um caso sério, Yunus Musah esteve em todo o lado e ao Irão foi faltando a lucidez que o salvara no jogo anterior.
Goddos e Karimi ameaçaram de cabeça, antes da tal jogada de Taremi, que acaba com protestos e pedidos de intervenção do VAR.
Os Estados Unidos voltam a qualificar-se para a próxima fase - sexta vez na história - e já sabem que vão defrontar os Países Baixos. Com Adams de batuta na mão, o American Dream parece mais verosímil do que nunca.






