É disto que são feitos os Mundiais. De surpresas e de superação. Tudo é possível e o Irão, que tinha sido goleado pela Inglaterra no primeiro jogo deste Mundial (6-2), provou-o ao contrariar o favoritismo do País de Gales com um triunfo por 2-0 conseguido na reta final. Os homens de Carlos Queiroz, que até podiam ter sido a primeira seleção eliminada em caso de derrota, subiram ao segundo lugar e vão discutir a passagem na última ronda.
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Acreditar até ao fim
O primeiro jogo do Irão neste Campeonato do Mundo deixou muito a desejar. A estratégia falhou por completo e o resultado foi uma goleada muito pesada que passou a imagem de que a seleção iraniana pouco ou nada teria a dizer no Grupo B. No entanto, esta sexta-feira, os iranianos voltaram à sua origem tática e mostraram que vão mesmo ter de contar com eles.

A segunda parte quase teve um início de sonho para o Irão, só que os postes da baliza defendida por Hennessey, travaram as tentativas de Sardar Azmoun e Ali Gholizadeh, no mesmo lance. Foi o sinal do que estaria para vir: uma segunda parte em que o País de Gales revelou imensas dificuldades para contornar a organização iraniana e na qual foi incapaz de voltar a assumir as tais rédeas. As oportunidades voltaram a surgir à entrada para os últimos 20 minutos, para os dois lados – com o jogo partido, Gareth Bale e Saeid Ezatolahi ficaram perto do golo -, mas foi nos instantes finais que tudo aconteceu.
A história final deste encontro começa aos 85 minutos, altura em que Wayne Hennessey atropela Mehdi Taremi numa saída mal calculada e recebe vermelho direto. Foi o tónico perfeito para o Irão que, aos 90+8 inaugurou o marcador através de um grande pontapé de Roozbeh Cheshmi - o primeiro golo de fora da grande área neste Mundial - e, aos 90+11, ainda dilatou a vantagem, num belo golo de Ramin Rezaeian, assistido por Taremi. Estava completado o golpe de teatro e, ainda mais importante, um grande triunfo.






