Contra a corrente, o Gil Vicente até entrou na frente, mas a expulsão de Adrián Marín ditou o fim da organização defensiva gilista e o Chaves resolveu a partida nos primeiros 22 minutos da 2ª parte, chegando à justa vitória por 3-1. Arriba, João Mendes e João Correia encheram o campo e deram campo da ala direita gilista.
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Depois de uma pausa para os compromissos na Taça de Portugal, Chaves e Gil Vicente voltavam a virar as suas atenções para o campeonato, numa altura em que estavam separados por apenas três pontos. Do lado flaviense, Vítor Campelos fez apenas uma alteração em relação ao último jogo para o campeonato, com Sandro Cruz a entrar para o lugar do lesionado Bruno Langa. Já do lado gilista, o técnico Ivo Vieira promoveu quatro alterações, em relação ao último jogo do campeonato, com Kritciuk, Danilo Veiga, Matheus Bueno e Bilel a entrar para os lugares que pertenciam a Andrew Silva, Emma Hackman, Pedro Tiba e Boselli.
Contra a corrente
Frente a frente estavam duas equipas habituadas a tentar aplicar um futebol positivo e foi o Chaves quem tentou mostrar isso mesmo logo a abrir a partida, com os comandados de Vítor Campelos a implementar um belo ritmo na sua troca de bola, quase sempre feita a um/dois toques, e com grande destaque para o trabalho e profundidade dada por João Correia na direita. Isso resultou numa série de ocasiões logo a abrir, mas os espanhóis Arriba, primeiro, e Héctor Hernández, de seguida, falharam na cara de Kritciuk. Era um grande arranque flaviense.
O Gil Vicente, por sua vez, estava com mais dificuldades ao nível do ataque organizado, mas a verdade é que até parecia confortável a jogar de forma mais vertical e isso ficou bem patente a partir do momento em que bastou uma oportunidade para os comandados de Ivo Vieira chegarem ao golo inaugural. À passagem do minuto 25, Fujimoto desmarcou Murilo e este rematou cruzado ao chegar à entrada da área. Paulo Vítor defendeu, mas foi para a frente e Fran Navarro não perdoou na recarga. O «pistolero» gilista voltava a fazer estragos e igualava os melhores marcadores da liga.

Este acabaria por não ser, no entanto, o ponto mais alto (e polémico) da 1ª parte. Já aos 45+7, Guima desmarcou João Correia nas costas da defesa e este acabou por ser agarrado por Adrián Marín mesmo em cima da área, acabando o ala espanhol por ver mesmo o cartão vermelho direto e causando grande contestação do lado gilista, que entendeu que o jogador flaviense não estava em posição de remate. Contudo, a verdade é que João Correia apenas não ficava nessa posição porque estava a ser agarrado e o Gil Vicente acabaria mesmo reduzido a dez jogadores para a 2ª parte.
Só deu Chaves
A jogar com menos um, Ivo Vieira mexeu ao intervalo e tirou Bilel para equilibrar a defesa com a entrada de Henrique Gomes, mas a entrada na 2ª parte não podia ter sido pior para o Gil Vicente, que em poucos segundos viu João Mendes, assistido por Abass, a fazer o empate. A partir daqui, ainda mais do que na 1ª parte, só deu mesmo Chaves na partida, com os flavienses a implementarem um ritmo elevadíssimo na sua troca de bola e com a sua ala direita (e João Correia) em grande destaque.

Até ao final, as duas equipas pareceram aceitar bem o resultado, percebendo que o Chaves estava claramente num ritmo acima e até foi Kritciuk a impedir números maiores. No final, os flavienses alcançaram uma mais do que justa vitória por 3-1 e deram um grande salto na tabela classificativa, ao passo que o Gil Vicente continua colado à linha de água.









