O Marselha não foi além de uma igualdade a uma bola (1-1), na receção ao Rennes, equipa que até esteve em vantagem, fruto de uma primeira parte bem conseguida. Com Nuno Tavares de início e em bom plano, a formação marselhesa embalou para uma boa etapa complementar, mas marca passo na luta pelo primeiro lugar da liga francesa e pode ver o PSG a escapar (desloca-se ao terreno do Lyon).
A jogar perante o seu público, o Marselha foi a equipa a dar as mostras iniciais de perigo, ainda no primeiro quarto de hora. Guendouzi ficou-se pelo aviso de cabeça e dava o mote para aquilo que parecia ser o embalo para uma exibição segura, mas os minutos seguintes provaram que o filme do encontro não seria tão linear.
O Rennes começou a ter outro grau de assertividade e passou a dominar a batalha no miolo, o que proporcionou melhores saídas para o ataque da turma visitante, que não tardou em fazer o marcador funcionar. Traoré cruzou junto à linha final à procura de uma emenda para a baliza, um ofício envenenado que Guendouzi se encarregou de realizar, colocando o Rennes na dianteira.
Logo a seguir, Gouiri não teve sangue de réptil para capitalizar uma desatenção defensiva do Marselha e o marcador manteve-se inalterado. O conjunto de Igor Tudor denotou novas melhorias, mas até ao descanso nem oportunidades, nem golos voltaram a surgir.
No regresso, o Marselha voltou mais afirmativo e com outra presença ofensiva, tendo demorado pouco até deixar tudo na mesma. Desta vez, Guendouzi deu com o destinatário certo, através de um excelente golpe de cabeça e revitalizou a esperança do público presente no Vélodrome.
O tento não fez o Marselha alterar de postura e foi à procura de chegar à vantagem, mas as ocasiões não abundaram e só um remate do recém-entrado Payet causou algum incómodo. A estratégia passou também pelas inúmeras investidas pela ala esquerda, onde Nuno Tavares foi protagonista em alguns lances de ataque rápido. Até ao apito final, o Rennes reequilibrou as forças, mas com as duas equipas sem o rasgo necessário para concretizar, a divisão de pontos acabou por ser a realidade.


