Já começa a ser um clássico. Portugal precisou de fazer a remontada perante o Paraguai para alcançar a final da primeira Finalíssima da história. Na primeira meia-final, os campeões do Mundo e bicampeões da Europa venceram os vice-campeões sul-americanos por 2-1.
Veja Também
- Jorge Braz: «O que fez a diferença foi o acreditar»
- Mais uma remontada, mais uma final para Portugal
- O Portugal x Paraguai foi assim...
Ao intervalo, Portugal perdia por 0-1, resultado que se justificava face a maior capacidade da Albirroja para chegar com perigo a zonas de finalização. Mas no segundo tempo Portugal apareceu mais intenso, e – com alguma sorte à mistura – deu a volta ao marcador.
O Paraguai ainda arriscou no 5x4+GR para os últimos minutos, mas Portugal foi soberano na defesa, e confirmou a presença na final de domingo, em Buenos Aires.
A duas velocidades
A maioria dos jogadores do Paraguai joga no Campeonato caseiro, onde a época vai a pouco mais de meio. O maior ritmo competitivo da Albirroja foi fator chave nesta primeira parte, que não trouxe surpresas quanto à abordagem das duas seleções ao jogo.
O Paraguai jogou sempre na expectativa, permitindo que Portugal tivesse mais posse de bola e iniciativa de jogo, mas tapando bem os caminhos para a sua baliza. A seleção nacional não conseguia ser consequente nem chegar com grande perigo a zonas de finalização, por oposição aos sul-americanos, que aproveitavam todas as ocasiões para finalizar.
Aos 13’, um lance inacreditável na área portuguesa: Bruno Coelho perde a bola em zona proibida, permitindo a Hugo Martinez lançar o contra-ataque em 2 para 0 e servir Rejala para um golo fácil… que não aconteceu. Falhanço inacreditável do camisola 7 dos sul-americanos.
O desperdício não afetou o conjunto orientado por Carlos Chilavert manteve-se fiel à sua ideia de jogo, e acabou por chegar ao golo através de bola parada, aos 17’. Reposição lateral para Báez que atirou para a zona do poste contrário, onde Ozuna ganhou na antecipação a Erick e atirou sem oposição para o primeiro da noite.
A melhor oportunidade de Portugal saiu dos pés de Zicky: ganhou na ala e serviu para o segundo poste, onde Mário Freitas chegou uma fração de segundo mais tarde que o desejado.
A vantagem do Paraguai justificava-se, tendo em conta as oportunidades criadas por ambos os conjuntos.
Pergaminhos de campeão
Em vantagem, o Paraguai começou por se estacionar em frente à baliza, para conter a esperada entrada em força de Portugal.
O jogo passou por uma fase mais de ataque contra-ataque até que Portugal conseguiu chegar ao empate. Minuto 29 e uma bela combinação de Tomás Paçó com Zicky, permite ao fixo nacional servir Pany para o potente remate de primeira, sem hipóteses para González.
O golo galvanizou a equipa das quinas, que deu a cambalhota no marcador aos 33’. Reposição lateral bem trabalhada por Afonso, com Erick a aparecer ao segundo poste e a atirar ao poste – mas a bola ressaltou para a cabeça do guarda-redes paraguaio e acabou no fundo das redes. Com alguma sorte à mistura – ou estrelinha – Portugal passou para a frente do marcador.
Foi a vez dos sul-americanos correrem atrás do prejuízo, mas nada feito. Aos 35’, Rejala voltou a falhar o golo depois de rematar completamente à vontade, e nem de 5x4+GR o Paraguai conseguiu voltar a empatar a partida.
No primeiro teste da época, a resiliência nacional voltou a ser importante, e Portugal consegue o passaporte para a final da Finalíssima.





