Não muito, mas o suficiente para os três pontos. Veio do Botafogo há uns dias e já rendeu três pontos. Pode parecer uma introdução confusa, mas socorremo-nos de Erison para contar a história deste jogo, que o Estoril ganhou fruto de uma boa primeira parte e que o Vizela perdeu, mesmo com uma excelente segunda parte. A justiça não quis muito com a equipa de Álvaro Pacheco, num jogo fértil em emoção e parco em golos.
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A equipa de Nélson Veríssimo voltou a ganhar fora e regressou à primeira metade da classificação. O Vizela teve mais do mesmo (que já vem da época passada): joga muito mais do que pontua. Por isso é que a equipa sai sempre aplaudida do campo.
Esclarecimento diferente
Num duelo entre duas equipas que gostam e procuram ter bola, a primeira atração era saber quem tinha esse predomínio. Foi o Estoril, muito porque Nélson Veríssimo colocou João Carvalho em campo. Com Francisco Geraldes, foram garantia de superioridade nesse capítulo, e o Vizela não lidou bem com esse aspeto. Pouco tranquila por não ter tanta bola, a equipa de Álvaro Pacheco foi precipitada quando a teve, com demasiado jogo direto que, não estando no seu ADN, foi pouco criterioso: Osmanjic lutava entre os centrais para ganhar as divididas, só que sobrava pouco jogo limpo para depois servir Nuno Moreira e Kiko Bondoso.
O primeiro, muito mais que o segundo (apagado, num jogo em que até foi previamente condecorado pelos 100 jogos pelo clube), tentaram dar alguma cor ao jogo ofensivo da equipa, mas foi curto.

Ficámos esclarecidos quanto a maiores ou menores esclarecimentos. Álvaro Pacheco também, que tentou dar à equipa novo rumo para a segunda parte.
Desejo não atendido
E conseguiu-o. Claudemir foi para o campo, por troca com outro apagado (Samu) da primeira parte e a equipa teve finalmente a fluidez que dela se esperava. Empurrou o Estoril para o seu meio-campo e estancou grande parte das tentativas de saídas da equipa de Nélson Veríssimo - que tirou de campo Rosier ao intervalo, com (maus) resultados evidentes.

E, mesmo com 10, depois da expulsão de Tomás Silva, o Vizela continuou por cima, a pedir justiça para o marcador, embora sem que esse marcador lha conseguisse dar. Aliás, nesse período pareceu mesmo que era o Estoril em inferioridade numérica, por algum demérito próprio, claro (as substituições não resultaram e a equipa foi ficando pior), mas também por muito mérito vizelense. Um mérito sem repercussão na finalização apenas...









