Quando aquela bola (mal) cabeceada por Darwin Nuñez chocou com a mão marota de Rúben Dias na área do Manchester City, o Liverpool deu um passo decisivo para acabar com o jejum que durava desde 2006. Mohamed Salah fez o resto: encarou Ederson, bateu o penálti e agarrou a Community Shield.
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Mas faltava o golpe de misericórdia. Chegou já nos descontos, pela cabeça de... Darwin. Não há engano nenhum, o uruguaio que há poucas semanas era flop, agora já será certamente herói. É o mundo de paradoxos e de dicotomias do futebol, tão depressa é preto, como no dia a seguir pode ser de um branco quase diáfano.
Darwin, pois então. O ex-Benfica começou no banco de suplentes, entrou a meia-hora do fim, falhou uma primeira oportunidade quando estava isolado, ganhou um penálti e fez o 3-1 final no King Power Stadium, em Leicester. O impacto que levou ao jogo é evidente e ajudou a desmontar um City que, valha a verdade, nunca esteve famoso, como pode confirmar no nosso LIVE.

O Manchester City continua a ser temível, até obrigou o surpreendente Adrián San Miguel (Alisson está lesionado) a duas boas defesas, aos 31 e 34 minutos, mas na frente a coisa não funcionava. Por minutos, muitos terão pensado que o flop veste de azul e chama-se Erling Haaland. Contingências do primeiro jogo oficial da época.
A abrir o segundo tempo, Ryiad Mahrez falhou o impossível, e o City não aproveitava para o empate. Teve de esperar até aos 69 minutos, altura em outro rookie (Julián Alvarez) aproveitou uma defesa incompleta e frouxa de Adrián para fazer o 1-1. Foram as melhoras da morte, pois a seguir chegaram os capítulos de Darwin.
Falta dizer que no City estiveram João Cancelo, Rúben Dias e Bernardo Silva na equipa inicial e durante os 90 minutos; no Liverpool, Luis Díaz foi titular, com Fábio Carvalho a entrar já em cima do minuto 90.


