Numa final disputada até à última e que precisou de ir à grandes penalidades (terminou 1-1 no tempo regulamentar e no prolongamento), o Bétis, dos portugueses Rui Silva e William Carvalho, levou a melhor sobre o Valencia, de Thierry Correia e Gonçalo Guedes, e conquistou a edição desta época da Copa del Rey.
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Tudo se resolvia no La Cartuja, em Sevilla, onde o Bétis, de Rui Silva (suplente) e William Carvalho (titular), defrontava o Valencia, de Gonçalo Guedes (titular) e Thierry Correia (suplente utilizado), na finalíssima da mítica Copa del Rey.
Os sevilhanos tinham ultrapassado o Rayo Vallecano, Real Sociedad, Sevilla, Valladolid, Talavera CF e Alicante para aqui chegar e iam em busca da sua 3ª Copa del Rey, enquanto os valencianos ultrapassaram o Athletic Bilbao, Cádiz, Atlético Baleares, Cartagena e Arenteiro para chegar à final e queriam a sua 9º Copa del Rey da história.
A jogar em «casa», o Bétis entrou muito bem na partida, foi dominando com alguma evidência e chegou com justiça ao golo inaugural. Bellerín arrancou pela direita e foi à linha de fundo cruzar para o coração da área, onde surgiu Borja Iglesias, solto de marcação devido a uma falha dos centrais, a cabecear para o 1-0.
O Valencia tardou, mas melhorou assim que Carlos Soler e Gonçalo Guedes, dois dos seus jogadores habitualmente mais influenciadores, entraram no jogo e a a aposta passou pelo contra-ataque rápidos, onde o clube che se mostrava bastante perigoso. Além disso, os comandados de José Bordalás conseguiram impor uma agressividade que foi dificultando o trabalho aos criativos do Bétis e as faltas foram sendo uma constante, algo que perdurou para o resto do jogo. À passagem da meia hora de jogo, Hugo Duro foi desmarcado nas costas da defesa e com toda a classe do mundo chapelou Bravo, empatando o jogo.
Na 2ª parte, o Bétis conseguiu melhorar novamente e até teve algumas oportunidades para ampliar, mas o georgiano Mamardashvilli esteve em grande e foi entregando a sua candidatura para melhor em campo. Quando não era o jovem guarda-redes, eram os postes - Canales e Juanmi - a impedir a festa sevilhana e o prolongamento chegou com alguma naturalidade.
Nos 30 minutos de jogo adicionais, foi mais o tempo em que o jogo esteve parado devido a faltas do que efetivamente jogado e aquele medo constante de sofrer não permitiu que surgissem grandes ocasiões - embora o Valencia tenha assustado. Chegadas as grandes penalidades, apenas o jovem norte-americano Yunus Musah falhou (atirou ao lado da baliza) e o Bétis, de Rui Silva e William Carvalho, celebrou a sua 3ª Copa del Rey da história!


