Foi praticamente uma fotocópia do que havia acontecido na final do CAN 2021 (0-0) e, mais uma vez, o Senegal saiu por cima no desempate por grandes penalidades, depois de ter vencido no tempo regulamentar por 1-0. Um resultado que qualifica os senegaleses para o Mundial 2022, no Catar, e eliminou o Egito, de Carlos Queiroz.
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Depois de vencer na 1ª mão por 1-0, o Egito procurava fechar a qualificação para o Mundial 2022, mas para isso tinha pela frente o campeão africano em título, Senegal - que bateu precisamente o Egito na final do CAN -, que jogava, ainda para mais, em casa.
Os senegaleses entraram com tudo e aos três minutos já festejavam nas bancadas. O livre foi batido na esquerda, El-Shenawi defendeu para a frente e, no meio da confusão, Boulaye Dia conseguiu encostar para o 1-0, empatando, cedo, a eliminatória e deixando tudo ainda mais em aberto.
Com a eliminatória empatada, Carlos Queiroz não abandonou o estilo que o deixou famoso no CAN e privilegiou a coesão defensiva, saindo apenas em contra-ataque rápido quando o Senegal permitia e dava brechas para tal. O Senegal, por sua vez, tinha mais argumentos técnicos, foi tendo mais bola, mas, face ao aglomerado de jogadores, não conseguia quase nunca construir no último terço e foi também pela velocidade que foi assustando.
Com a eliminatória empatada, um golo, fosse para que lado fosse, podia mudar tudo e as equipas mostraram ter algum receio de o sofrer, embora o Senegal continuasse a ser a seleção mais ambiciosa das duas. A partida acabou por ir com alguma naturalidade a prolongamento e, aí, foi a vez de El-Shenawi brilhar. Só deu Senegal e o Egito só se aguentou graças ao seu guarda-redes, que foi levando os adeptos da casa ao completo desespero, até que chegaram as grandes penalidades.
Os penáltis foram daqueles impróprios para cardíacos - não ajudaram os lasers constantes nas caras dos egípcios - e nenhum dos quatro primeiros deu em golo (três falharam a baliza e outro ficou-se pela barra), mas depois disso foi a vez de Edouard Mendy, guarda-redes senegalês do Chelsea, brilhar e defender uma grande penalidade. À semelhança do que havia acontecido no CAN, Sadio Mané assumiu e cobrou com sucesso o penálti decisivo, que atirou o Egito e Carlos Queiroz para fora do Mundial e qualificou o Senegal para o Catar.
À mesma hora, a Nigéria recebeu o Gana, depois do empate a zero na primeira mão, e acabou por empatar novamente, mas desta vez por 1x1 (golos de Troost-Ekong, de grande penalidade, e Thomas Partey), o que acabou por beneficiar os ganeses, uma vez que os golos fora ainda contam na qualificação africana. Desta forma, o Gana qualificou-se para o Mundial 2022, no Catar.


