Final de jogo impróprio para cardíacos, em Porto Salvo. Leões e Benfica empataram a 3 bolas, com os encarnados a deixaram a fugir a vantagem, que chegou a ser de dois golos.
Veja Também
A quinta falta, atingida bem cedo no segundo tempo, e a expulsão de Rocha, já dentro do último minuto, acabaram por ditar o desfecho da partida, em que os encarnados até foram bem melhores durante toda a primeira parte e mais de metade da segunda, mas o Leões nunca se desligou do jogo, e demonstrou muita competência no capítulo defensivo, acabando premiado com o golo do empate... no último segundo.
Entrada forte vale vantagem ao intervalo
O Benfica entrou no jogo a vencer. O 0x0 inicial durou apenas 27 segundos que foi o tempo que o Benfica precisou para criar duas oportunidades e concretizar a segunda, na sequência de um canto, que Tayebi finalizou sem hipóteses para o jovem Pedro Martinho.
O golo madrugador não demoveu o Leões, que foi progressivamente subindo de rendimento, chegando mesmo a estar por cima do jogo, ainda que sem conseguir acercar-se da baliza de Roncaglio. O empate chegou aos 6’, através de um autogolo de Arthur que cortou inadvertidamente uma bola para o fundo das próprias redes, traindo o seu guardião.
A infelicidade teve o condão de acordar os encarnados, que apontaram baterias à baliza adversária, dispondo de algumas oportunidades que não concretizaram. Perante a acutilância das águias, e a incapacidade da sua equipa ter bola, Ricardo Lobão parou o cronómetro aos 11’, e lançou Bruno Pinto como guarda-redes avançado.
A estratégia foi rapidamente abandonada, e foi a vez do Benfica subir o seu guarda-redes à procura de desmontar a coesa defesa da equipa da casa. Roncaglio acabou por cometer alguns erros que valeram aflições junto da sua baliza, mas Bruno Cinta devolveu a vantagem no marcador aos visitantes, depois de uma boa jogada individual, aos 15’.
Até ao intervalo, foi sempre o Benfica quem criou perigo, dispondo de mais ocasiões para dilatar, mas Pedro Martinho resolveu todos os lances, e foi com o 1x2 no placard que as equipas recolheram aos balneários.
Futsal são 40 minutos – e nem um segundo a menos
No segundo tempo Bebé assumiu a baliza do Leões, facto que não teve qualquer interferência no resultado final – Martinho tinha estado bem, e Bebé deu sequência à exibição do jovem colega.
A etapa complementar até começou com uma contrariedade para o Leões, que viu Ré sair lesionado aos 22’, mas o Leões aparentava vir com outra atitude – e mais e melhores ideias para o ataque.
Apesar disso, passaram-se vários minutos sem reais oportunidades de golo, com as defesas a superiorizarem-se aos ataques. Uma vez mais, a equipa da casa tentou aproximar-se mais da baliza, mas o Benfica acabou por traduzir o domínio global da partida num terceiro golo, apontado por Afonso Jesus, aos 32’. Este poderia ter sido um balde de água gelada para as aspirações da turma da casa, mas os homens de Porto Salvo não desligaram do jogo e empataram imediatamente a seguir: passe soberbo de Gerson Sanches a servir Danny para o remate de primeira que não deu hipóteses a Roncaglio.
O golo que voltou a colocar o marcador na margem mínima deu ânimo ao conjunto da casa, que partiu em busca de mais um, obrigando o Benfica a recorrer às faltas, ficando tapado quando ainda faltavam mais de cinco minutos para o fim.
O Benfica tentou gerir a situação, diminuindo a agressividade defensiva, e até foi aguentando o Leões longe da baliza… até ao minuto final. A partir dos 39’ o Leões voltou a apostar no 5x4+GR, em à entrada para o último minuto Rocha vê o segundo amarelo e é expulso da partida. Na linha dos 10 metros, Bruno Pinto desperdiçou, mas o Leões ainda tinha a vantagem numérica, e 55 segundos para empatar.
Foram precisos 54, mas Bruno Pinto conseguiu redimir-se, fazendo o 3x3 em cima da buzina, e garantindo um ponto importante para a turma de Oeiras.




