A campanha das Ilhas Comores na atual edição da Taça das Nações Africanas já era histórica, com a seleção estreante a conseguir um lugar nos oitavos de final por ser um dos melhores terceiros lugares, mas ganhou contornos ainda mais interessantes esta segunda-feira, no dia fatídico da sua eliminação (2x1) frente aos Camarões.
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O guarda-redes habitualmente titular, Salim Ben Boina, está ausente por uma lesão contraída na grande vitória frente ao Gana (2x3) e, com os outros dois guardiões em isolamento por testes positivos a Covid-19, o selecionador foi condenado a escolher um jogador de campo para assumir a posição desde o apito incial: neste caso o lateral Chaker Alhadhur, que mesmo com apenas 172 centímetros esteve à altura da tarefa.
Previa-se uma batalha impossível frente à seleção anfitriã, que se viu ainda mais dificultada ao sétimo minuto de jogo, quando o árbitro expulsou o capitão das Ilhas Comores por uma falta dura, depois de consultar o VAR.
Karl Toko-Ekambi abriu o marcador na primeira parte com assistência de Vincent Aboubakar, num lance em que Alhadhur nada podia ter feito, e o ex-FC Porto ainda aumentou a vantagem quando corria o minuto 70. Mas as Ilhas Comores não baixaram os braços e, entre perguntas ao guarda-redes improvisado, também testaram muitas vezes Andre Onana na baliza oposta.
O guardião do Ajax fez várias defesas de grande nível frente a um adversário que passou o jogo quase todo com apenas 10 elementos, mas nada pôde fazer quando Youssouf M’Changama marcou, num livre direto executado na perfeição. Gerou-se uma pequena (e merecida) festa, que encerrou a estreia deste pequeno país insular na CAN.


