O volume da festa red em Wolverhampton é prova daquilo que se passou esta tarde. Os lobos de Lage fizeram uma exibição quase perfeita e levaram o nulo até à reta final dos descontos, mas um tento tardio do talismã Origi deu a vitória ao Liverpool, que com este 0x1 ultrapassa o Chelsea no topo da tabela da Premier League.
No dia de aniversário, e logo na visita à sua antiga casa, Diogo Jota foi a personificação do jogo da equipa de Jurgen Klopp: o internacional português mostrou muita vontade e disponibilidade, mas também ineficácia.
Foi dele a primeira grande oportunidade do jogo, à meia hora, com um cabeceamento ao lado depois de um cruzamento de Alexander-Arnold, mas a segunda, já na segunda parte, foi ainda maior. Uma falta de comunicação entre José Sá e a sua defesa deixou a baliza da casa órfã e Jota conduziu a bola quase até à linha de golo, só para fuzilar Conor Coady, o defesa que se colocou no meio da baliza.
Um enorme desperdício que parecia poder custar caro, num jogo em que Jiménez e Adama cumpriram exemplarmente o papel a nível defensivo e no contra-ataque. Klopp arriscou e tirou um médio para colocar Origi, um quarto avançado, e o guarda-redes português do Wolves teve ainda mais trabalho na reta final do jogo, defendendo remates de Mané, Salah e Robertson.
Foi ao 5º minuto de compensação que o Molineaux caiu em amargura. Salah entrou pela área e serviu Origi, com o belga, muitas vezes decisivo, a rodar e atirar para um golo tardio que valeu festa visitante. O Liverpool já tinha batido à porta muitas vezes, mas não cai bem falar de justiça num jogo assim.


