Chegou ao fim mais um reinado de Portugal e desta vez a sucessora é a seleção de França. A equipa de Didier Deschamps recuperou de uma desvantagem de um golo frente à Espanha e conquistou este domingo a segunda Liga das Nações da história, com golos de Benzema e Mbappé em resposta ao golo de Oyarzabal.
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A expectativa estava alta depois das meias-finais em Itália, a final de Milão começou por trazer uma primeira parte bastante morna... mas o que aconteceu para lá do intervalo compensou o arranque brando e, mais uma vez, a mais jovem competição da UEFA saiu valorizada.
Posse sem proveito
A seleção de Espanha tem vindo num crescendo desde a fase a eliminar do último Europeu e conseguiu ser afirmativa em campo contra aquela que, para muitos, é a seleção com mais abundante talento na atualidade. Na posse de bola, pelo menos, iam ganhando os homens de Luis Enrique, mas chegar à baliza de Hugo Lloris não estava fácil.
Pablo Sarabia, jogador do Sporting, foi titular e protagonizou a primeira ocasião espanhola, com resposta eficaz de Lloris, depois de Benzema ter lançado uma pequena ameaça francesa. Eram os espanhóis que iam gerindo o ritmo do jogo, faltavam os detalhes no último terço... faltava aquele goleador-chave, e isso a França tem.

Esse detalhe que faltava podia ter chegado por via alternativa, por um toque com o braço de Koundé, mas Anthony Taylor acabaria por não conceder penálti à formação ibérica depois de ouvir as indicações do VAR. E, assim, o primeiro tempo terminou com um 0x0 que se ajustava à falta de eficácia ofensiva das equipas. Deschamps já tinha feito uma substituição forçada, com Upamecano a render Varane.
E tudo a segunda parte compensou
A segunda metade do encontro teve tudo aquilo que a primeira não teve: golos, emoção, indefinição até ao último momento no Giuseppe Meazza. Les Bleus aumentaram consideravelmente os índices de agressividade e isso faria toda a diferença... mas a equipa francesa ainda apanhou um susto.
Depos de Theo Hernández ter acertado na barra na sequência de um contra-ataque, uma jogada rápida do lado oposto valeu o 1x0 para a equipa espanhola, com um grande passe de Busquets que Oyarzabal acabou por converter em golo, aproveitando a ineficácia defensiva nesse momento em particular de Upamecano.
Os espanhóis estavam na frente, a reação gaulesa foi imediata, muito graças à tal superior agressividade... mas também ao talento puro e duro. Neste caso, ao talento de Benzema, que fez um remate extraordinário em que Unai Simón ainda tocou mas não evitou o 1x1, logo depois do golo espanhol.

A igualdade não tornou as equipas mais cautelosas, bem pelo contrário, e via-se um jogo muito mais aberto, com erros de construção, proporcionando a tal indefinição que duraria até ao fim... e esse fim teria festa gaulesa porque aos 80 minutos Kylian Mbappé fez o 1x2 que seria final, num daqueles ataques às costas da linha defensiva adversária que são típicos no avançado gaulês. As imagens deram sensação clara de fora-de-jogo, mas a equipa de arbitragem validou mesmo o golo que dava a reviravolta.
Os minutos finais em Milão mostraram o tudo-por-tudo espanhol... sem o critério exigido, mas com muita vontade, e mesmo em cima do apito finais só mesmo com uma grande defesa de Lloris os gauleses conseguiram segurar a vantagem que dá à França o sétimo grande título sénior da sua história.






