Sem Neymar e Kimpembe de fora devido a acumulação de amarelos, o PSG não sentiu falta de dois dos jogadores mais importantes da sua equipa e derrotou esta quarta-feira o Mónaco por 0x2, no Stade de France, conquistando dessa forma a Taça de França. A turma de Pochettino teve sempre o jogo controlado e os monegascos raramente ameaçaram a baliza de Keylor Navas.
Não foi a salvação de uma época que está a ser abaixo do esperado, mas a Coupe de France pode dar ânimo para a última jornada do campeonato. Por outro lado, Mbappé continua a «dar cartas» mesmo sem uma das estrelas ao seu lado. Um predestinado.
Os erros pagam-se caros
Numa primeira parte em que os parisienses mostraram para o que iam, o PSG pegou no jogo desde o primeiro minuto. Muita posse de bola, triangulações e com os laterais Florenzi e Diallo projetados no terreno. Danilo Pereira, titular com Paredes e Gueye, era o jogador mais defensivo dos três e a base da construção atacante.

A turma de Niko Kovac colocou-se em sentido, mas os parisienses aproveitavam para fazer contra-ataques rápidos e explorar as costas da defesa. Se o conjunto do Monaco já estava desconfortável antes do golo, depois ainda ficou pior. A ligação do meio-campo com o ataque não estava a funcionar e a defesa não ajudava a compensar a falta de inspiração atacante.
E quem não tem Neymar, tem...Mbappé! O francês estava a ser um verdadeiro quebra-cabeças para os antigos companheiros e era por ele que passavam todos os lances de perigo do PSG.
Keylor Navas foi um espectador durante quase toda a primeira parte e serviu apenas para bater os pontapés de baliza, depois de lances que não tiveram o desfecho desejado por parte dos monegascos. 0x1 ao intervalo, mas a vantagem por margem mínima nunca deixa ninguém descansado.
Mbappé no meio do deserto
No reatar da partida, Ben Yedder, que esteve muito apagado durante os primeiros 45 minutos, teve nos pés uma grande oportunidade, mas o lance foi anulado por fora-de-jogo do francês.

Numa altura em que nenhuma das equipas conseguia pegar na batuta do encontro, Mbappé quase tirava um «coelho da cartola». O jovem viu Radoslaw Majecki adiantado e tentou um chapéu, mas viu a trave negar-lhe o golo. No entanto, água mole em pedra dura tanto bate até que fura! Aos 81 minutos, Di María isolou o francês e Mbappé, com toda a calma do mundo, fez o segundo e último da partida.
Assim, a Coupe de France volta a ficar em Paris, competição que os parisienses ganharam por seis vezes nas últimas sete edições.





