Merecia outro final a história do modesto Holstein Kiel na Taça da Alemanha. Em pleno Signal Iduna Park, o único representante do segundo escalão do futebol germânico não foi capaz de repetir a proeza conseguida a 13 de janeiro (quando eliminou o Bayern) e saiu (parcialmente) vergada a uma goleada amarela: 5x0, construída no primeiro tempo.
O caminho até à final estava traçado e, para sorte de uns e azar de outros, as meias-finais ditaram um cruzamento de destinos entre o todo-poderoso Dortmund e o «tomba-gigantes» Kiel. Atento ao histórico recente do seu oponente, o Dortmund entrou em campo à prova de surpresas e sempre desconfiado do potencial forasteiro.
Olhos nos olhos à prova de surpresas
A defesa dos die störche aguentou intacta o primeiro quarto de hora do jogo, altura em que o Dortmund se fez valer de um trampolim chamado Reyna para chegar à (esperada) vantagem. Se aos 15' o norte-americano fez o primeiro, aos 22' dobrou a vantagem e a conta pessoal, depois de uma sucessão de calcanhares dentro da área azul.
Por tudo aquilo que separava os dois lados, o jogo seguia em constante sinal amarelo que não dava indícios de ficar intermitente. Prova disso o passe teleguiado de Emre Can, que tornou tudo (ainda mais) fácil para Marco Reus fazer, à passagem do minuto 25, o terceiro do encontro.
Em jeito de resposta o Kiel ainda assustou quando, aos 26', Fabian Reese acertou no poste da baliza à guarda do suíço Roman Burki, mas essa foi uma jogada isolada de perigo para a baliza amarela no primeiro tempo. Aos 31' Thorgan Hazard aproveitou um mau atraso da defesa visitante para ampliar o marcador, marcador esse dilatado dez minutos mais tarde por Jude Bellingham.
O segundo tempo trouxe um Kiel longe de estar rendido e o maior elogio que pode ser feito à modesta formação visitante é mencionar o nome de Roman Burki como um dos melhores do segundo tempo, imprescindível para que a baliza amarela permanecesse livre de sustos.
Com este resultado, o Dortmund vai marcar presença pela quarta vez em oito anos no jogo de todas as decisões da DFB Pokal, onde à sua espera tem a formação do RB Leipzig (que eliminou o Werder Bremen) para disputar aquela que será uma final inédita na história da segunda maior competição germânica.


