Não foi uma exibição de gala, mas foi suficiente para marcar encontro com o SC Braga na meia final da Taça de Portugal. O FC Porto ultrapassou o Gil Vicente (0x2) graças a golos de Corona e Taremi, ambos com nota artística, por cima do guarda-redes gilista.
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A melhor oportunidade gilista saiu dos pés de Lucas Mineiro, mas foi contra o poste, numa altura em que passava pela melhor fase no jogo. Os dragões marcaram a abrir e a fechar e justificaram a vitória.
Bastou errar uma vez
É de louvar uma equipa que, teoricamente, tem menos argumentos e tenta encarar o adversário com uma atitude positiva e com as mesmas ideias que apresenta nas restantes partidas, contra os adversários de mesmo valor e, principalmente, investimento. Mas a principal diferença está mesmo aí, no adversário. Uma estratégia arrojada contra uma formação como a dos dragões exige atenção redobrada e um número reduzido (se não nulo) de erros. Para o Gil Vicente, a partida não podia ter começado pior.

O golo abanou a equipa de Ricardo Soares, que não abdicou da estratégia pensada para o jogo. A defesa muito subida para reduzir o espaço entrelinhas, mas que deixava débil o espaço nas costas que o FC Porto, por várias vezes, tentou explorar. Luis Díaz e Taremi eram solicitados, mas quase sempre apanhados em fora de jogo.
A formação de Barcelos criava pouco porque no meio campo portista estava uma dupla quase irrepreensível de Uribe e Grujic, que cortava tudo o que aparecia pelo caminho. Restava o espaço nas costas dos laterais que subiam para apoiar o ataque e demoravam a recuperar, mas nem mesmo aí os gilistas foram capazes de criar perigo. Um remate enquadrado em 45 minutos é um bom reflexo disso.
Reação bateu no poste
Com a plena consciência de que uma parte semelhante à primeira não seria suficiente para discutir o último lugar da meia final, Ricardo Soares não esperou para agitar a equipa. Rodrigão e o desinspirado Baraye não voltaram para o segundo tempo e o técnico estreou o reforço Pedrinho, de volta ao futebol português, e Rúben Fernandes.

Com o passar do tempo, os dragões, naturalmente, mostravam-se mais satisfeitos. O resultado era suficiente e na cabeça já pairava o Rio Ave, em apenas três dias. Também porque o Gil não justificava outro desfecho, tais eram as poucas situações na área portista, Sérgio Conceição aproveitou para retirar alguns dos mais preponderantes na equipa: Corona, Otávio e Díaz.
Sempre sem abdicar de tentar resolver o jogo, os dragões chegaram ao segundo já na reta final. O regressado Sérgio Oliveira também voltou à influência que tem tido durante toda a época e ofereceu o golo a Taremi que, com um novo chapéu (desta vez com uma pequena ajuda), resolveu a eliminatória e carimbou a passagem para a fase seguinte da Taça de Portugal.










