O Braga recebeu e venceu o Santa Clara (2x1) e carimbou a presença nas meias-finais da Taça de Portugal 2020/21 num jogo em que os comandados de Carlos Carvalhal abriram e fecharam todos os capítulos com uma superioridade inquestionável. Os gverreiros controlaram de início ao fim um conjunto açoriano pouco atrevido e permissivo na defesa, mesmo com uma mudança de sistema, que só conseguiu reduzir nos descontos da segunda parte.
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Em sentido único e com dois acidentes
Os onzes iniciais ditaram que seria um jogo de paciência para o SC Braga. Daniel Ramos mudou de esquema, apostou num esquema de três defesas - linha de cinco a defender - e sabia que com uma zona central povoada poderia pelo menos enervar ou contrariar a qualidade dos bracarenses no último terço, especialmente no espaço entrelinhas onde Ricardo Horta é exímio.

Numa primeira fase, os gverreiros tentaram surpreender a alguma distância da área, com Horta e Fransérgio em evidência, mas procuraram sempre o jogo entre a defesa e o meio-campo de uma equipa de Daniel Ramos incapaz de se aventurar e criar perigo no último terço. Através de uma ótima jogada, e já depois de Costinha ter saído de maca, o suspeito do costume marcou. Abertura de Fransérgio, receção e assistência de Abel Ruiz na área e Horta, de rajada, inaugurou o marcador.
Não foi surpresa, por isso, que posteriormente ao abandono forçado de Iuri Medeiros, também muito queixoso e retirado de maca, os arsenalistas passaram a ficar numa posição mais confortável. Desta vez, Galeno brilhou na ala que tem sido sua, a esquerda, e ofereceu de bandeja o golo a Abel Ruiz, que é cada vez mais uma opção válida nas escolhas de Carlos Carvalhal. Um resultado que premiava uns e castigava outros.
Ineficácia e André Ferreira evitaram o que parecia certo
Podia-se pensar inicialmente que Daniel Ramos, descontente com o pouco atrevimento (e não só, certamente), iria arriscar com a entrada de mais homens para a frente, mas Crysan e Carlos Jr, dois dos principais responsáveis pela vitória do Santa Clara em Vila do Conde (1x2), substituíram os impotentes Shahriar e Jean Patric e o sistema não sofreu alterações. Nem o próprio sentido do jogo.

Tal como na primeira parte, o ritmo sofreu uma quebra acentuada. O Santa Clara mostrou-se cada vez mais conformado, com uma posse inofensiva, e o Braga simplesmente geriu uma vitória que já era mais do que certa, por muito que as transições trabalhadas ao detalhe ainda tivessem provocado pânico na defesa contrária. Antes do apito final, Crysan, graças a uma insistência de Morita, marcou o golo de honra dos forasteiros.
Sem forçar muito, os bracarenses confirmaram a presença nas meias-finais da Taça de Portugal e alimentaram novamente a esperança de marcar presença num palco cada vez mais familiar.









