Depois do Boavista, o Rio Ave. O Estoril voltou a fazer Taça e garantiu o apuramento para os quartos-de-final da Prova Rainha do futebol português com um triunfo em Vila do Conde (1x2). Um jogo de partes distintas, mas de muito sacrifício da turma de Bruno Pinheiro que continua a justificar cada vez mais o rótulo de «equipa de Primeira». Quanto aos vilacondenses voltam a ter um resultado negativo, numa exibição agridoce: primeira parte para esquecer e um regresso dos balneários bem mais poderoso. De forma justa, passou a equipa mais completa.
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É difícil lidar com este pragmatismo
A vitória contundente (e feliz, de certo modo) contra o Portimonense (3x0) dava um alento diferente a um Rio Ave muito desfalcado no miolo para o duelo contra o líder e aquela que é, de forma unânime, considerada a melhor equipa da II Liga, o Estoril Praia, mas não foi bem assim.

O problema é que, justamente após esse momento, o Rio Ave pouco ou nada conseguiu acrescentar ao encontro. A posse foi previsível, os desequilíbrios não surgiram e o ritmo acabou por ser meio atabalhoado. E quando do lado contrário há um conjunto coeso, pragmático e tão eficaz como os canarinhos, mais difícil se torna.
O Estoril Praia de Bruno Pinheiro é, por esta altura, uma das equipas da moda. Joga bem, olhos nos olhos contra qualquer adversário e sobressai-se com o muito bom jogo posicional. Atraída e desmontada a pressão exercida pelo adversário, num lance rápido iniciado por Crespo - que temporada! -, Vidigal descobriu o goleador Aziz que, em antecipação, abriu o ativo. E, quando era suposto, resposta vilacondense não apareceu. Precisamente por esta altura, exigia-se que nomes como Meshino, Mané ou Geraldes mostrassem pormenores diferenciadores, mas... Nada. Mérito de uns e demérito de outros, por certo.
Pragmático (com qualidade, atenção), o Estoril fez o 0x2 por Vidigal que, depois de assistir, também molhou a sopa. E a toada permaneceu em tons amarelos e azuis, com Kieszek a necessitar de evitar um maior descalabro. Descontente, Pedro Cunha lançou Dala e Gabrielzinho e sacrificou Meshino e Teixeira - estreia azarada do jovem médio -, já a pensar nos segundos 45 minutos.

A boa dose de sofrimento
As mudanças operadas pelo treinador rioavista mudaram por completo o paradigma da sua equipa e da própria partida. Com muita gente no processo ofensivo e com Geraldes no total comando das operações mais atrás, o Estoril sofreu. E muito.

A maior presença de jogadores entrelinhas (e na área) baralhou as marcações estorilistas e, com alguma insistência, os da casa reduziram através de um golpe de cabeça de Dala, que já havia balançado as redes em posição irregular.
Bruno Pinheiro refrescou essencialmente o ataque, com vista a aproveitar os contragolpes, só que a assertividade defensiva dos homens de Vila do Conde ficou no ponto com a entrada de Aderllan Santos e a avalanche continuava a provocar calafrios perto da baliza de Thiago Rodrigues.
O Estoril aguentou o aperto e segurou o triunfo final que garantiu o apuramento para os quartos-de-final da Prova Rainha. Segue-se o Marítimo e ele que se cuide: os canarinhos não estão para brincadeiras.









